Brasil reforça parceria agrícola com a Índia e lidera debates globais sobre bioinsumos

Publicado em 30/04/2025 11:23
Em missão oficial à Índia, delegação brasileira avança em cooperação técnica no setor agropecuário e celebra nova abertura de mercado para exportação de cítricos

Em missão oficial à Índia, entre os dias 19 e 27 de abril, a delegação, liderada pelo Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, acompanhado da Diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia Soares, participou do 6º BioAgTech World Congress (BAW 2025) e de reuniões bilaterais com autoridades sanitárias indianas em Nova Delhi.

O congresso reuniu mais de 1.300 participantes de 50 países, entre autoridades, especialistas e líderes de empresas do setor agropecuário. Durante o evento, Goulart apresentou os avanços do Brasil no marco regulatório de bioinsumos, destacando a recém-aprovada Lei dos Bioinsumos, que moderniza as regras para o uso de produtos de base biológica no campo. A legislação brasileira tem sido apontada como um divisor de águas para a inovação no agro.

“O Brasil tem fortalecido seu ambiente regulatório para bioinsumos, com a atualização dos marcos legais e a promoção de inovação sem comprometer a segurança agropecuária e ambiental. Esta missão à Índia também reforça a aproximação comercial entre dois grandes produtores globais, ampliando o diálogo técnico e as oportunidades de acesso a tecnologias sustentáveis e novos mercados", afirmou Goulart.

Em paralelo à participação no congresso, a delegação brasileira realizou reuniões bilaterais com autoridades sanitárias indianas. O objetivo foi avançar em temas técnicos relacionados à sanidade vegetal e animal, além de discutir oportunidades de cooperação na área de inovação agrícola.
Como resultado dessas tratativas, a Índia autorizou a importação de cinco variedades de cítricos brasileiros: limão Tahiti (Citrus latifolia), limão siciliano (Citrus limon), laranja doce (Citrus sinensis), tangerina (Citrus reticulata) e outras variedades semelhantes (Citrus deliciosa). A decisão é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro, ampliando a presença do país no mercado indiano — que, em 2024, foi o décimo maior destino das exportações agropecuárias do Brasil, com vendas superiores a US$ 3 bilhões.

Em 2024, a Índia já figurava como o décimo maior destino das exportações agropecuárias brasileiras, movimentando mais de US$ 3 bilhões em produtos como soja, açúcar e fibras têxteis. Com a inclusão dos cítricos, o Brasil totaliza 355 novas aberturas de mercado desde 2023, fortalecendo ainda mais sua posição como protagonista no comércio agrícola internacional.

O Mapa segue trabalhando para abrir novos mercados, fortalecer as exportações e garantir que o agronegócio brasileiro continue conquistando espaço e reconhecimento global.

Fonte: MAPA

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