Projeto Campo Futuro aumenta custos de produção da cadeia produtiva de pinus em Santa Cecília

Publicado em 21/05/2025 14:38

O primeiro painel deste ano do projeto Campo Futuro em Santa Catarina especifiquei os custos de produção da cadeia produtiva de pinus (silvicultura) em Santa Cecília , na serra catarinense. A iniciativa foi da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com uma parceria do Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Sindicato Rural de Santa Cecília.

O encontro contou com a participação de produtores rurais, representantes do Sistema Faesc/Senar, Sindicatos Rurais, técnicos da CNA e da região. Na abertura, o vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo , destacou a importância da geração de informações estratégicas para a tomada de decisões no campo. Segundo ele, os painéis do Projeto Campo Futuro são ferramentas fundamentais para uma gestão eficiente, competitiva e sustentável das culturas desenvolvidas.

"A cadeia produtiva do pinus é extremamente relevante para a serra catarinense e para todo o estado. O Projeto Campo Futuro é essencial para o fortalecimento dessa e de outras cadeias produtivas contempladas em Santa Catarina. Trata-se de uma iniciativa que orienta investimentos e apoia a formulação de políticas públicas que beneficiam diretamente os produtores”, ressaltou Argenton Pedrozo.

O presidente do Sindicato Rural do município, Thiago Balem, também destacou a importância da iniciativa ao comentar que o Campo Futuro tem sido essencial para suprir uma necessidade importante com a geração de dados seguros da cadeia produtiva de pinus.

COMO FOI O PAINEL EM SANTA CECÍLIA

A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee Ferreira Lima , explicou que no município a propriedade modal, que era de 50 hectares em 2023, passou para 100 hectares no levantamento atual. A colheita é realizada no 20º ano, com três desbastes ao longo do ciclo (7º, 11º e 15º anos). “O incremento médio anual (IMA) se manteve o mesmo, de 30 m 3 /ha/ano. A região apresentou resultados muito positivos, demonstrando a atratividade e sustentabilidade da atividade, ainda que comparado a 2023 tenha sido observado certo retorno nas margens e lucro. No custo de implantação os itens que mais oneram são mão de obra terceirizada e mudas. Já quando se considera as demais operações, o maquinário representa o custo mais alto”, descobriu.

Fonte: FAESC

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