Preços mundiais dos alimentos caem em dezembro, mas acumulam alta em 2025, diz FAO

Publicado em 09/01/2026 08:33

 

Por Sybille de La Hamaide

PARIS, 9 Jan (Reuters) - Os preços mundiais dos alimentos caíram em dezembro pelo quarto mês consecutivo, pressionados principalmente pelos laticínios, carnes e óleos vegetais, marcando a menor média desde janeiro de 2025, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nesta sexta-feira.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha uma cesta de commodities alimentares comercializadas globalmente, alcançou uma média de 124,3 pontos em dezembro, abaixo dos 125,1 pontos em novembro e 2,3% abaixo do ano anterior.

Para todo o ano de 2025, o índice registrou média de 127,2 pontos, um aumento de 4,3% em relação a 2024, já que os preços mundiais mais altos de óleos vegetais e laticínios compensaram as quedas nas cotações de cereais e açúcar.

O índice de laticínios recuou 4,4% em dezembro, impulsionado por uma queda acentuada nos preços da manteiga após o aumento da oferta na Europa. Entretanto, para 2025 como um todo, os preços dos laticínios ficaram, em média, 13,2% acima de 2024, refletindo a forte demanda de importação e os suprimentos exportáveis limitados no início do ano.

Os preços da carne caíram 1,3% no mês passado, liderados por quedas nas categorias bovina e de aves, mas o índice de 2025 permaneceu 5,1% acima do valor do ano anterior, apoiado pela forte demanda global e pela incerteza ligada a doenças animais e tensões geopolíticas, disse a FAO.

Os preços dos óleos vegetais diminuíram 0,2% em dezembro, atingindo o menor valor em seis meses, já que as cotações mais baixas dos óleos de soja, colza e girassol compensaram os ganhos do óleo de palma. Para todo o ano de 2025, o índice de óleo vegetal ficou 17,1% mais alto, em média, do que em 2024, atingindo a maior alta em três anos em meio a uma oferta global restrita.

O Índice de Preços de Cereais da FAO subiu 1,7% em dezembro, com o trigo sustentado por novas preocupações com os fluxos de exportação do Mar Negro e o milho impulsionado pela forte produção de etanol no Brasil e nos Estados Unidos.

Para todo o ano de 2025, o índice de cereais ficou em média 4,9% abaixo de 2024, a terceira queda anual consecutiva e a menor média anual desde 2020.

Os preços do açúcar subiram 2,4% em dezembro, após três quedas mensais consecutivas, principalmente devido à menor produção nas regiões do sul do Brasil. O índice de açúcar atingiu o menor valor em cinco anos para 2025, 17% abaixo de 2024, já que os suprimentos globais continuaram abundantes.

(Reportagem de Sybille de La Hamaide)

Fonte: Reuters

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