Controle de plantas daninhas em áreas de pastagem pode aumentar o carbono no solo

Publicado em 19/01/2026 12:58
Pesquisa aponta que o combate à matocompetição não só eleva a produtividade da pecuária, mas também contribui diretamente para a descarbonização no campo; herbicidas são a principal ferramenta para o manejo das invasoras no pasto

Um estudo publicado no Soil Science Society of America Journal revela que o manejo eficiente de plantas daninhas pode ter um papel relevante na redução da pegada de carbono das pastagens tropicais. A pesquisa*, conduzida por cientistas da Universidade da Flórida em parceria com instituições do Brasil e dos Estados Unidos e com a Corteva Agriscience, mostra que o controle de espécies invasoras como o caruru-espinhoso (Amaranthus spinosus L.) ajuda a aumentar os estoques de carbono e nitrogênio no solo, contribuindo para o sequestro de carbono e a sustentabilidade dos sistemas de produção. Neste cenário, os herbicidas para o manejo das invasoras no pasto são as ferramentas essenciais e a Linha Pastagem da Corteva conta com soluções tecnológicas e sustentáveis para o controle das invasoras, que auxiliam na recuperação de áreas de pastagens degradadas, tornando o pasto mais produtivo para a alimentação do rebanho.

De acordo com o estudo, áreas de pastagem infestadas por caruru-espinhoso apresentaram uma redução de 15% no estoque de carbono orgânico do solo (SOC) em comparação com áreas livres de daninhas. Essa diferença está ligada à perda de biomassa subterrânea e às mudanças no comportamento de pastejo dos animais. Em pastos degradados, o gado tende a evitar as áreas dominadas por plantas invasoras, o que afeta o equilíbrio do ecossistema e a circulação de nutrientes.

“Esse estudo comprova cientificamente que o manejo avançado de pastagens é uma ferramenta fundamental não apenas para a produtividade pecuária, mas também para a agenda climática global”, afirma Rodrigo Takegawa, Líder de Marketing & Comercial da Linha Pastagem da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai. “Manter o solo coberto por espécies forrageiras vigorosas, livres de matocompetição, aumenta a retenção de carbono e melhora a saúde do solo, contribuindo diretamente para as metas de descarbonização no campo.”

Os pesquisadores destacam que, além de reduzir a competição por luz e nutrientes, o manejo adequado de plantas daninhas influencia positivamente o crescimento radicular das forrageiras, favorecendo o acúmulo de matéria orgânica no solo. Segundo o levantamento, as raízes da grama-bermuda (Cynodon dactylon) são seis vezes mais densas do que as das plantas invasoras, o que reforça sua capacidade de armazenar carbono.

“Na Corteva, investimos diariamente 4 milhões de dólares em Pesquisa e Desenvolvimento em todo o mundo, e parte desse esforço é dedicada a fornecer soluções que ajudem o pecuarista a alcançar esse manejo de excelência. Ao investir em tecnologia e manejo sustentável, o produtor rural contribui para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, ao mesmo tempo que preserva a fertilidade do solo e aumenta sua rentabilidade”, explica Takegawa.

Pasto limpo de plantas daninhas só traz benefícios ao pecuarista

Já é de conhecimento do pecuarista que um pasto sem invasoras tem diversos benefícios, entre eles, mais produção de forrageiras, que é uma alimentação rica em nutrientes para o rebanho, que consequentemente, eleva a produção de carne e leite. Trazendo rentabilidade ao produtor. Outro ganho é na sustentabilidade, já que o manejo de herbicidas no pasto auxiliam na recuperação de áreas degradadas, reduzindo a abertura de novas áreas.

“Agora, o estudo vem para trazer mais um benefício do controle de plantas daninhas: o aumento de carbono no solo. A pesquisa reforça o compromisso da Corteva, que celebra 65 anos de história no mercado de pastagens, em desenvolver inovações que aliem produtividade e sustentabilidade”, finaliza Takegawa.

Recentemente, a empresa anunciou o lançamento de uma nova molécula e novos herbicidas que auxiliam o pecuarista exatamente neste desafio: eliminar a matocompetição de forma eficiente, permitindo que a forrageira prospere e maximize o sequestro de carbono.

Fonte: Corteva

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