Noz-pecã mira safra de até 8 mil toneladas após abertura da colheita da safra
A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã aconteceu nesta sexta-feira (8), em Nova Pádua. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade de Arlindo Marostica, em Nova Pádua (RS).
Na ocasião, também foi lançado o livro da Embrapa, Nogueira-pecã, obra com 82 autores, que pode ser acessada gratuitamente pela internet e terá lançamento da versão impressa durante o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), em 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves (RS). Na sequência, o tema da irrigação nos pomares de nogueira-pecã e seus reflexos na produtividade e na lucratividade foi debatido por painelistas.
O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), falou sobre irrigação em nogueira-pecã, voltada à estabilização da produção, e enfatizou que irrigação é investimento. Na sequência, fez um comparativo relacionando a irrigação à produtividade.
O anfitrião e produtor Arlindo Marostica falou sobre a produção do seu pomar e os resultados relevantes em produtividade obtidos a partir da irrigação. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), engenheiro agrônomo Jaceguay Bastos, destacou o embasamento técnico-científico e o conhecimento de campo, citando a Embrapa como exemplo de suporte aos produtores.
Bastos falou sobre os princípios da irrigação, que variam conforme a região, o que exige um bom projeto, específico de acordo com as características do solo de cada propriedade. Também abordou aspectos sobre o ponto de colheita da noz-pecã nos ciclos precoce, médio e tardio, além da qualidade da fruta.
O ex-presidente do IBPecan, Eduardo Basso, falou sobre custos, produtividade e preços da noz-pecã. Demonstrou, em números, que o ganho de produtividade, impulsionado pela irrigação adequada, por exemplo, reflete diretamente no lucro da atividade.
O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, agradeceu a presença de todos no evento em Nova Pádua. “Ver muitas pessoas querendo conhecer mais o nosso IBPecan mostra o amadurecimento da cultura cada vez mais dentro do nosso estado”, ressaltou.
Wallauer destacou que o instituto há oito anos ajuda, informa e incentiva a cultura em todo o país, principalmente no Rio Grande do Sul. “E faço um apelo a quem ainda não é sócio: que se associe, faça parte do IBPecan, que só é grande com vocês juntos fazendo parte, trazendo as suas demandas, os seus anseios, a sua cultura e um pouquinho do que vocês desejam junto com a produção da noz-pecã”, concluiu.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, destacou que é um orgulho ver uma cultura se desenvolver e o Rio Grande do Sul, mais uma vez, na vanguarda de um processo produtivo, com 90% da produção nacional. “É uma cultura que vem crescendo em produção e que não tenho dúvida de que vamos nos consolidar como um grande produtor no cenário mundial. E para isso é importante nos posicionarmos de forma efetiva perante o mercado. Precisamos colocar a pauta da noz-pecã nos acordos internacionais, porque o Estado tem potencial, e a Secretaria da Agricultura é parceira para essas discussões”, destacou o secretário.
Madalena também falou sobre a relevância da irrigação na cultura da noz-pecã e enfatizou a política pública do governo do Estado, por meio do Programa Irriga+RS, que apoia o produtor rural com subvenção direta para a implantação de sistemas de irrigação. Ele lembrou que os produtores Arlindo e Vânia Marostica, proprietários da sede que recebeu o ato de colheita, foram beneficiários do programa. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.
Após as palestras e os discursos de autoridades, os participantes se deslocaram até a propriedade de Arlindo Marostica para o ato de abertura da colheita. A expectativa do IBPecan é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.
A Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi promovida pelo IBPecan, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pelo programa Pró-Pecã, iniciativa voltada ao fomento da cultura no Estado, com apoio da Emater e da Embrapa.