Registro de produtores amplia mapa de ocorrências de javalis em Mato Grosso do Sul

Publicado em 25/06/2026 14:40
Viu javalis, javaporcos ou identificou danos na propriedade? Contribua com o mapeamento

Produtores rurais, colaboradores das propriedades, técnicos, engenheiros agrônomos, médicos-veterinários, e gestores rurais têm um papel decisivo no enfrentamento à presença de javalis em Mato Grosso do Sul. São essas pessoas, que acompanham diariamente a realidade das propriedades, que podem alimentar o Painel de Monitoramento de Suiformes com informações capazes de orientar estratégias de controle e prevenção em todo o Estado.

A ferramenta reúne registros georreferenciados de ocorrências de javalis, javaporcos, porcos-do-mato, catetos e queixadas. A partir dessas informações, será possível acompanhar a distribuição dos animais, identificar regiões com maior concentração de registros, observar tendências de dispersão e apoiar decisões voltadas à proteção da produção agropecuária.

Desenvolvido pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems e em parceria com a Semadesc, o painel utiliza geotecnologia para transformar informações registradas no campo em inteligência territorial. A qualidade e a abrangência dos dados, porém, dependem diretamente da participação de quem vivencia as ocorrências nas propriedades rurais.

Cada avistamento ou evidência de danos pode contribuir para tornar o mapa mais completo. Os usuários poderão registrar ocorrências com localização, fotografias, vídeos e informações sobre prejuízos observados em lavouras, cercas, estruturas de captação de água, áreas de preservação e criações.

Quanto maior for a participação, mais precisa será a leitura sobre a presença dos suiformes em Mato Grosso do Sul. Uma base de dados atualizada pode ajudar produtores, entidades do setor, pesquisadores e órgãos públicos a identificar áreas prioritárias, planejar ações preventivas e fortalecer o manejo responsável desses animais.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o painel representa um avanço na organização de dados estratégicos para o setor produtivo.

“A ferramenta transforma informações coletadas diretamente no campo em uma base de inteligência territorial. A colaboração dos produtores e dos profissionais que acompanham a rotina das propriedades é essencial para identificar áreas críticas, acompanhar a evolução das ocorrências e apoiar ações mais eficientes de monitoramento, controle e prevenção.”

A analista de Geoprocessamento da Aprosoja/MS, Staël Caroline, destaca que os registros passarão por validação técnica antes de integrarem a base de dados. “Cada informação registrada pode trazer evidências importantes para ampliar a qualidade do monitoramento. Os dados serão auditados pela equipe técnica, com análise da consistência geográfica, da autenticidade das evidências e da identificação correta das espécies.”

Proteção da produção e da sanidade

Considerado uma espécie invasora, o javali representa riscos econômicos, ambientais e sanitários. Nas propriedades rurais, bandos de suiformes podem causar prejuízos em culturas como soja e milho, com consumo de sementes e plântulas, pisoteio e revolvimento do solo.

Os animais também podem danificar cercas, estruturas de captação de água e áreas de preservação. Além disso, a presença de javalis exige atenção sanitária, pois esses animais podem atuar como reservatórios de enfermidades com potencial impacto sobre a produção pecuária.

No meio ambiente, o chafurdamento altera a estrutura do solo, favorece processos erosivos e pode contribuir para o assoreamento de nascentes e mananciais. Os suiformes também competem por alimento e espaço com espécies nativas, como catetos e queixadas.

Como contribuir

Ao identificar javalis, javaporcos ou danos provocados por suiformes, produtores e colaboradores rurais podem registrar a ocorrência no painel. Informações acompanhadas de fotos, vídeos e localização ajudam a qualificar o banco de dados e fortalecem a capacidade de resposta do setor.

Viu uma ocorrência em sua propriedade ou região? Faça o registro e contribua para um monitoramento mais completo em Mato Grosso do Sul.

Fonte: Aprosoja MS

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