Dólar opera em baixa com exterior e disputa eleitoral no foco
O dólar iniciou a segunda-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, com investidores digerindo no Brasil nova pesquisa eleitoral mostrando empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Às 9h52, o dólar à vista caía 0,53%, a R$5,1180 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha queda de 0,55%, aos R$5,1290.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta manhã mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, eles estão em empate técnico. No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio somava 45%.
Lula ainda é visto com desconfiança entre boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
Nas últimas semanas, pesquisas mostrando o fortalecimento de Flávio, ainda que o empate técnico permaneça, têm favorecido o chamado "trade eleitoral", com o Ibovespa em alta e o dólar e os juros futuros em baixa. No início da noite desta segunda-feira será divulgada nova pesquisa da Quaest sobre a disputa pelo Planalto.
No exterior, o dólar cedia nesta manhã ante boa parte das divisas de países emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e a rupia indiana.
No fim de semana, o Irã comunicou suas condições aos mediadores para retomar as negociações com o objetivo de pôr fim à guerra com os EUA, segundo informou a rede Al Jazeera.
Às 9h50, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,01%, a 100,260.
Na sexta-feira o dólar à vista encerrou a sessão com variação positiva de 0,11% no Brasil, aos R$5,1451.
Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 1º de outubro.
(Edição de Isabel Versiani)