Índice europeu STOXX 600 sofre maior queda em 3 semanas, com bancos em queda e petróleo em alta

Publicado em 22/10/2026 14:32
Índice bancário da zona do euro foi o que apresentou o pior desempenho, caindo 4,2% — seu pior dia desde março.

O índice europeu STOXX 600 registrou nesta quinta-feira sua maior queda em três semanas, pressionado pela desvalorização das ações bancárias, enquanto os preços mais altos do petróleo e o aumento dos rendimentos dos títulos franceses reduziram o apetite por risco.

O índice pan-europeu fechou com queda de mais de 1%, a 637,74 pontos. O índice bancário da zona do euro foi o que apresentou o pior desempenho, caindo 4,2% — seu pior dia desde março.

O Bankinter da Espanha caiu 7,6% após divulgar resultados que mostraram que as taxas de juros mais altas aumentaram os custos com depósitos e pressionaram as margens no terceiro trimestre.

O Barclays caiu 2,3% após divulgar um lucro no terceiro trimestre abaixo do esperado. O banco informou que cortará cerca de 5.000 empregos, ou 5% de sua força de trabalho, ainda este ano.

Os resultados corporativos europeus têm sido, em geral, sólidos, às vezes ajudando os investidores a ignorar um cenário econômico sombrio. As quedas nesta quinta-feira, no entanto, mostram com que rapidez o ânimo pode se deteriorar quando resultados decepcionantes se chocam com a incerteza econômica.

O spread de rendimentos entre os títulos de 10 anos da França e os Bunds alemães marcou o maior nível em 15 anos em meio à incerteza política e aos protestos na França. [GVD/EUR]

“O aumento do spread entre os títulos soberanos franceses e os do restante da zona do euro provavelmente ainda vai se acentuar nos próximos meses”, escreveu Jonas Goltermann, economista-chefe de mercados da Capital Economics.

A Hermes caiu 5% depois que a fabricante da bolsa Birkin divulgou receita trimestral ligeiramente abaixo do esperado, com a queda pesando sobre o índice de luxo.

A Nestlé subiu 1,1% após divulgar um crescimento orgânico das vendas no terceiro trimestre acima do esperado. O índice de alimentos e bebidas registrou alta de 0,6%, sendo um dos poucos setores a encerrar o dia em alta.

As ações do setor de saúde foram as que mais valorizaram, com alta de 2,1%. O grupo biofarmacêutico belga UCB subiu 21,6% após elevar sua previsão de crescimento da receita para 2026.

O índice de tecnologia sofreu nova pressão, acompanhando uma onda global de vendas, e registrou queda de 2%. Ações relacionadas à IA, como Infineon, STMicroelectronics e ASML, caíram entre 5% e 6%.

Os sólidos resultados da Meta divulgados na quarta-feira não foram suficientes para acalmar as preocupações dos investidores quanto à sustentabilidade e à lucratividade dos enormes gastos com IA, reacendendo preocupações que já haviam desencadeado várias ondas de vendas em ações do setor de IA neste ano.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,01%, a 637,95 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,27%, a 10.723,56 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,04%, a 25.379,49 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,42%, a 7.809,42 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,51%, a 48.395,36 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,98%, a 18.940,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,41%, a 9.241,93 pontos.

Fonte: Reuters

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