Análise de Mercado - 01/03/10

Publicado em 01/03/2010 09:50 677 exibições

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(01.03) - As sucessivas altas nos preços do suíno vivo e as desvalorizações dos insumos em fevereiro vêm aumentando o poder de compra de suinocultores de diversas regiões consultadas pelo Cepea. Os aumentos nos preços do vivo estão atrelados à menor oferta de animais nas granjas.
Além disso, a demanda do animal por parte dos frigoríficos está mais aquecida, impulsionando fortemente as cotações. Já no mercado de insumos, os preços do milho e do farelo de soja têm recuado fortemente desde o início deste ano nas principais regiões produtoras. Nesse cenário, o poder de compra do produtor paulista frente ao insumo aumentou 11,7% quando comparado com o final de janeiro.
Na quinta-feira (25/02) o suinocultor paulista conseguiu comprar 8,44 quilos de milho com a venda de um quilo de suíno. (Cepea / Suino.com)

 Suíno vivo

 GO

R$2,65 

 MG

R$2,65 

 SP

R$2,77 

 RS

R$2,33 

 SC

R$2,20 

 PR

R$2,15 

 MS

R$2,15 

 MT

R$1,95 

Frango vivo

(01.03) - O frango vivo comercializado no interior paulista encerrou o segundo mês de 2010 demonstrando melhor desempenho que o registrado pela média histórica. Pois historicamente deveria, por exemplo, alcançar no mês valor correspondente a 96,3% do valor alcançado em dezembro do ano anterior (vide gráfico abaixo). No entanto, o preço médio alcançado pelo produto correspondeu a 99,4% da cotação média de dezembro/09.
Podia ter sido melhor, pois logo no início do mês criou-se a expectativa de que haveria valorização maior do produto no decorrer do período, o que acabou não ocorrendo. Por isso, embora o preço médio de fevereiro/10 tenha sido 3,37% superior ao do mês anterior, janeiro/10, terminou ficando 9,37% abaixo do registrado há um ano, em fevereiro/09 quando, em pleno ápice da crise econômica mundial, um esforço nunca antes visto no setor permitiu que as cotações alcançassem um dos melhores valores do a no.
Como, desta vez, o "milagre" não aconteceu, o frango vivo fecha o primeiro bimestre do ano com uma cotação média de R$1,60/kg e fica 1,74% aquém da média registrada no decorrer de 2009. Ou seja, é uma situação bem diferente da observada nesta mesma época, há um ano, quando o primeiro bimestre foi encerrado com valorização de 6,75% sobre o ano anterior – apesar da crise econômica.
De toda forma, um fato ocorrido em fevereiro deve influenciar, doravante e de forma mais duradoura, todo o mercado do frango, vivo e abatido. Foi a decisão de suspender, temporariamente, a produção do chamado "frango CLT" (Congelado Levemente Temperado), tirado de linha (a partir de 15 de março de 2010) pelo Ministério da Agricultura face às denúncias crescentes de fraude por excesso de hidratação.
Com o fim do "CLT", o que deve ocorrer é uma oferta final mais coerente com os níveis de produção, pois, retrocedendo aos níveis normais o volume de água contido no produto, cairá o peso da p rodução global disponibilizada no mercado e se terá uma oferta melhor ajustada à demanda.
Antes, porém, será preciso consumir todo o estoque de "CLT" existente. E como sua presença será permitida por mais 60 dias depois da data de suspensão da produção (isto é, até 15 de maio de 2010, depois do Dia das Mães), a comercialização desse período pode sofrer conturbações ocasionais. (Avisite)

 Frango vivo

 SP

R$1,60 

 CE

R$2,70 

 MG

R$1,60 

 GO

R$1,60 

 MS

R$1,40 

 PR

R$1,60 

 SC

R$1,50 

 RS

R$1,49 

Ovos

(01.03) - Não é exagero dizer que, "surpreendentemente e de maneira inesperada", o ovo obteve em fevereiro seu melhor preço dos últimos oito meses, isto é, desde julho de 2009.
Na verdade, não era isto que se esperava do produto na abertura do período, já que o mês anterior fora encerrado com a terceira pior cotação média dos últimos 13 meses, visto que de janeiro de 2009 até então somente foram superadas (mas muito marginalmente) as cotações registradas em outubro e novembro de 2009.
Mas logo nos primeiros dias de fevereiro o mercado comportou-se como se já estivéssemos no ápice da Quaresma. O que mudou? Sem dúvida, o fim das férias e a retomada das atividades rotineiras por significativa parcela da população teve sua parcela de contribuição no episódio. Mas o que mais contribuiu para a "virada" de mercado foi um amplo descarte das poedeiras de mais idade, com a conseqüente readequação da oferta à demanda, situação que não se observava no setor desde meados de 2009.
O fato principal é que o ovo conseguiu obter no decorrer de fevereiro valorização de, praticamente, 25% em relação a janeiro de 2010 – o que, para o produtor, significou obter a mesma receita do mês anterior com apenas 80% da produção anterior. Ou, dito de outra forma, o mesmo resultado financeiro alcançado com cinco caixas de ovos passou a ser obtido com quatro caixas.
Nessas circunstâncias, o fato de que o preço médio de fevereiro/10 permaneceu – pelo 10º mês consecutivo – inferior à média registrada no mesmo mês do ano anterior passou praticamente desapercebido do setor, mesmo porque os atuais custos de produção vêm sendo inferiores aos de um ano atrás.
De toda forma, a média do primeiro bimestre de 2010 continua sendo preocupante. Pois o valor médio de R$35,65 de janeiro-fevereiro não só permanece quase 8% abaixo da média registrada no decorrer de 2009, como também corresponde à pior média dos últimos quatro anos . (Avisite)

 Ovos brancos

 SP

R$39,90 

 RJ

R$41,00 

 MG

R$41,00 

 Ovos vermelhos

 MG

R$43,00 

 RJ

R$43,00 

 SP

R$41,90 

Boi gordo

(01.03) - A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 77,48, com a variação em relação ao dia anterior de 0,03%.  A variação registrada no mês de Fevereiro foi de 1,45%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou a semana cotado a US$ 42,9, com a variação em relação ao dia anterior de 1,39% e com a variação de 5,9% no acumulado do mês na moeda norte-americana.
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F.
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR.
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.

(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

 Boi gordo

 Triangulo MG

R$71,00 

 Goiânia GO

R$73,50 

 Dourados MS

R$71,00 

 C. Grande MS

R$72,00 

 Três Lagoas MS

R$71,00 

 Cuiabá MT

R$71,00 

 Marabá PA

R$71,00 

 Belo Horiz. MG

R$74,00 

Soja

(01.03) - A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 35,44. O mercado apresentou uma variação de -0,48% em relação ao dia anterior. O mês de Fevereiro apresentou uma variação de -3,96%.
O valor da saca em dólar fechou a semana cotado a US$ 19,62, com a variação em relação ao dia anterior de 0,87%, e com a variação de 0,26% no acumulado do mês.


(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

 Soja
 Físico - saca 60Kg - livre ao produtor

 R. Grande do Sul (média estadual)

R$39,00 

 Goiás - GO (média estadual)

R$32,50 

 Mato Grosso (média estadual)

R$30,00 

 Paraná (média estadual)

R$35,44 

 São Paulo (média estadual)

R$38,50 

 Santa Catarina (média estadual)

R$36,00 

 M. Grosso do Sul (média estadual)

R$32,00 

 Minas Gerais (média estadual)

R$34,00 

Milho

(01.03) - A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a sexta-feira cotada a R$ 18,18 a saca. O mercado apresentou uma variação de 0,48% em relação ao dia anterior e de -4,82% no acumulado do mês de Fevereiro.
O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 10,07, com uma variação de 1,87% em relação ao dia anterior, e com a variação de -0,66% no acumulado do mês.
O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais.
 
(Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

 Milho
 Físico - saca 60Kg - livre ao produtor

 Goiás (média estadual)

R$15,00 

 Minas Gerais (média estadual)

R$15,50 

 Mato Grosso (média estadual)

R$11,00 

 M. Grosso Sul (média estadual)

R$14,50 

 Paraná (média estadual)

R$16,50 

 São Paulo (média estadual)

R$18,18 

 Rio G. do Sul (média estadual)

R$19,00 

 Santa Catarina (média estadual)

R$18,50 

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Fonte:
Uniquímica

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