Adulteração de fertilizantes causa prejuízos de R$ 288 mi em MT

Publicado em 18/03/2010 09:20 760 exibições
Os produtores de soja de Mato Grosso tiveram prejuízos de cerca de R$ 288 milhões nesta safra, causados por adulterações nas misturas de fertilizantes que compraram. O cálculo, feito pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), leva em conta os resultados das análises de 240 amostras coletadas entre setembro e outubro do ano passado, período de plantio do grão.

Segundo o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, em 35% das análises feitas em laboratório foi constatado que as quantidades das principais matérias-primas dos fertilizantes, como potássio e fósforo, estavam abaixo das estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. Em alguns casos, o volume de potássio na mistura era 30% menor que o mínimo permitido.

Como os produtores de soja mato-grossenses usaram 2,755 bilhões de toneladas de fertilizantes na safra 2009/2010, a Aprosoja considera que cerca de 965 milhões de toneladas estavam com irregularidades nas proporções de matéria-prima adicionada à mistura. “A média de prejuízo no potássio foi de R$ 394 por tonelada e, no fósforo, de R$ 54,34”, afirmou Silveira. Ele disse que para compensar o menor volume desses nutrientes foi adicionado, em geral, mais calcário ao fertilizante.

Para tentar reverter esse quadro de irregularidades, assinalou o presidente da Aprasoja, foi montada uma força-tarefa com a participação da associação, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Ministério da Agricultura. “Queremos qualidade. As entidades vão entrar dando apoio e pretendemos colher 500 amostras este ano. A ideia é fazer isso em todo o Brasil.”

Silveira afirmou que a Aprosoja também chamará as representações dos comercializadores de fertilizantes, como a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), para discutir o problema enfrentado pelo setor agrícola. Na semana passada, o Ministério da Agricultura anunciou a apreensão de 1.836 toneladas de fertilizantes, em Uberaba (MG), por irregularidades na armazenagem e no controle de qualidade do produto.

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Fonte:
Agência Brasil

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