Irrigação por aspersão

Publicado em 23/03/2010 09:07 1465 exibições
Ao contrário do que se pensa, a indústria não é o setor que mais gasta água no mundo, mas sim a agricultura. Porém, existem formas conscientes de se manter uma ótima produção com consumo adequado – caso da irrigação por aspersão. O objetivo do sistema é suprir de água as plantas na quantidade necessária e no momento apropriado para obter níveis adequados de produção e melhor qualidade final.

O agricultor Elisanio Bernardi, da localidade de São João, interior de Segredo, está utilizando a tecnologia para produção em sua pequena propriedade há cerca de dois anos. No início apenas oito hectares eram irrigados, mas hoje ele tem mais de 20 no sistema. O bombeamento de água, que é proveniente do Arroio Jaquirana, um dos maiores da região, foi liberado por outorga pela Fepam, instituição que realizou vários estudos para conceder um laudo favorável.

Faça chuva ou faça sol, Elisanio produz melão, melancia, tomate, fumo, milho, repolho, couve-flor e brócolis. Somente de repolhos vende mais de 100 mil unidades por safra. “Abasteço vários municípios. Minha intenção é lucrar sem agredir a natureza”, disse.

Conforme Bernardi, o sistema de irrigação por aspersão convencional não é totalmente automático, mas é capaz de fazer regredir os gastos com mão-de-obra. A água para as tubulações de irrigação é retirada do arroio por um motor elétrico trifásico de 40 cv. Para uma hora são gastos cerca de 14 mil litros de água. Os jatos podem alcançar aproximadamente 20 metros.

O agricultor considera que o investimento nesse tipo de sistema se dá a longo prazo. “Existem pessoas que querem só ganhar, mas não penso dessa forma”, afirma.

Dentre as vantagens da irrigação por aspersão pode-se citar que o sistema dispensa o preparo do terreno, permite um bom controle da lâmina de água a ser aplicada, economiza água (maior eficiência) e permite a aplicação de fertilizantes e tratamentos fitossanitários.

Conheça o sistema
Tubulações: normalmente de alumínio, aço zincado, aço galvanizado ou PVC rígido. Têm a função de conduzir a vazão necessária desde a motobomba até os aspersores.

Aspersores: constituem as peças principais do sistema, responsáveis pela distribuição de água sobre o terreno na forma de chuva. Os aspersores rotativos podem ser de giro completo (360 graus).

Motobomba: bombas centrífugas de eixo horizontal são as mais utilizadas. Têm a função de captar a água na fonte e suprir o sistema de aspersores. Acoplado na bomba existe um motor, normalmente elétrico, como é o caso de Elisanio Bernardi.

Acessórios: os mais comuns são o tampão final, haste de subida do aspersor, engate rápido para aspersores, com válvula de saída, curvas, válvulas de linha, cotovelos de derivação, manômetros, registros de gaveta, derivação em “T”, válvula de retenção e borrachas de vedação.
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Fonte:
Gazeta do Sul

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