Produtos deixam de ser comercializados na nova Central de MT

Publicado em 25/03/2010 16:13 565 exibições
Produtores da Baixada Cuiabana ficaram insatisfeitos com o desempenho das vendas no primeiro dia de funcionamento da Central de Comercialização da Agricultura Familiar. A inauguração do Centro, realizada nessa quarta-feira (24), não atendeu às expectativas dos agricultores, que tiveram que retornar aos municípios com toda a mercadoria oferecida aos poucos compradores que compareceram ao evento. O local, que recebeu um investimento de R$ 3,6 milhões, tem o objetivo de concentrar e comercializar a produção de 14 municípios da Baixada Cuiabana que compõem o Vale do Rio Cuiabá, que são eles: Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Campo Verde, Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande.

O produtor e presidente do Sindicato Rural de Limpo Grande, Edilson Pacheco Silva, diz que faltou organização no Centro de Comercialização. "Os produtores estavam com a expectativa de vender toda a produção, porém não conseguiram". A comercialização no primeiro dia de funcionamento do Centro foi realizada por meio de leilões. Entre os 20 atacadistas convidados para comparecer ao pregão, apenas duas redes marcaram presença. "Isso não foi suficiente para que os produtores conseguissem vender seus produtos. A maioria dos alimentos corre o risco de estragar", complementa Silva.

Na ocasião, o secretário-adjunto de Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Seder-MT), Jilson Francisco da Silva, garantiu que toda a produção exposta será vendida.

Apesar do contra tempo, os produtores da Baixada Cuiabana aprovam o investimento do governo do Estado. A secretária de Agricultura e meio Ambiente de Várzea Grande, Lucineide Lago, afirma que o espaço será um importante ponto de comercialização da produção da agricultura familiar estadual. A expectativa é confirmada pelo produtor de banana e mandioca da região de Mata Cavalo, Aluízio da Silva. Segundo ele, no local o atacado poderá comprar alimentos de boa qualidade com menores preços. O secretário-adjunto da Seder ressalta que a central deve beneficiar 22 mil famílias. "O funcionamento definitivo da Central está previsto para o segundo semestre deste ano". A unidade disponibilizará espaços para locação de comercialização dos produtos, 95 boxes para comerciantes atacadistas, salas e salões para serviços e incentivar a produção, além de orientar e disciplinar a distribuição de hortifrutigranjeiros e outros produtos alimentícios de forma a atender à demanda do mercado.

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Fonte:
A Gazeta

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