Greve na Argentina: Bloqueio dos portos pode resultar em perda de milhões de dólares

Publicado em 31/03/2010 10:36 e atualizado em 31/03/2010 12:12 521 exibições
Internacional - O conflito nos terminais portuários de Puerto General San Martín e Timbúes, em Rosário (Argentina), entrará no seu décimo dia. Afinal, as negociações continuam paradas por conta do aumento das taxas de estiva. Oito plantas permanecem bloqueadas, resultado da disputa mantida entre trabalhadores portuários e exportadores. Fontes do setor empresarial disseram que, na noite de ontem, o Governo iniciou contatos para tentar solucionar o problema. 

 A continuação do conflito entre a Cooperativa de Serviços Portuários e as exportadoras pode complicar muito as exportações de grãos, óleos e derivados – uma operação que permite ao Estado recolher, só por retenções, 12,5 milhões de dólares por dia. Cada dia de paralisação significa que a Argentina perde de exportar 100.000 toneladas de grãos, óleos e derivados. 

As dificuldades se estenderam também para as operações de grãos na Bolsa de Valores, que ontem continuaram sem movimentação, pelo segundo dia consecutivo, por conta do bloqueio dos terminais portuários. Os compradores se retiraram do mercado. A falta de acordo também gerou preocupação no Governo de Santa Fé.  

O Ministério do Trabalho diz que agora não têm planos de intervenção. O ministro Carlos Rodriguez explicou que não pode intervir porque se trata de “um conflito de preços entre duas empresas, sendo uma delas uma cooperativa”.

A disputa é sobre a reformulação das taxas do serviço de estiva que são cobradas nos navios. Tanto a cooperativa como o sindicato deixam claro que, por trás desse aumento, virá um aumento no salário dos trabalhadores. 

 Ainda permanecem sem operar as empresas Cargill, General Oil Deheza Dreyfus, Nidera, Terminal 6, Bunge, Toepfer e Minera Alumbrera . Os problemas nos terminais na área do conflito podem se agravar caso os produtores de óleo vegetal não cheguem a um seno comum referente aos acordos salariais. O sindicato e a Câmara da Indústria do Petróleo (Ciara) realizaram uma reunião em Buenos Aires ontem, mas as diferenças continuaram.

Tradução: Carla Mendes


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Fonte:
Clarín.com

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