Produtores elevam em 15% as compras de fertilizantes em MT

Publicado em 31/03/2010 14:14 844 exibições
Os produtores mato-grossenses foram responsáveis no ano passado pela maior aquisição de fertilizantes registrada em território nacional. Foram entregues aos consumidores finais do Estado 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes – 15,7% do total comercializado no país, de um volume de 22,47 milhões de toneladas. Em 2008, foram negociados por todos os estados brasileiros 22,42 milhões de toneladas de fertilizantes.

Portanto, em 2009, o acréscimo no uso desse insumo foi 0,2% superior ao penúltimo ano.

O estado do Paraná foi o segundo maior em comercialização de fertilizantes, com 3,1 milhões de toneladas, 14% do total nacional. São Paulo ficou em terceiro lugar, respondendo por 13,8% de todo volume brasileiro comercializado.

Conforme explicou o presidente da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Roberto Motta, a aquisição de fertilizantes pelos produtores mato-grossenses supera a de defensivos e sementes.

E em Mato Grosso essa aquisição é superior à dos demais estados devido ao tamanho da área cultivada e pela menor fertilidade do solo, segundo explicou Motta. Enquanto em Mato Grosso é necessário aplicar entre 450 e 500 quilos de fertilizantes por hectare para produção da principal commodity agrícola, nos estados do Paraná e São Paulo são utilizados entre 200 kg/há e 250 kg/ha.

“Os solos de Mato Grosso necessitam de muito fertilizante”, diz o presidente da Andav. Ele estima que para o cultivo de 6 milhões de hectares de soja no Estado a demanda por fertilizantes alcance o volume de 2,7 milhões de toneladas.

Mas ele lembra que o maior ou menor uso do insumo agrícola está relacionado às condições de mercado da produção. “Depende da situação financeira dos produtores. Se está boa, eles investem mais em tecnologia”.

De acordo com estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT), para a atual safra de soja o investimento em fertilizantes chegou a R$ 368,81 por hectare plantado. Com defensivos, foram gastos mais R$ 387,81 por hectare cultivado.

Motta aponta outra desvantagem para o produtor matogrossense, ainda comparando com a condição dos produtores do Sul e Sudeste. “Aqui há um grande problema de logística e alto custo do frete, o que compromete a rentabilidade ainda mais”.

Em Mato Grosso é preciso até 500 quilos de fertilizantes por hectare para o cultivo da soja
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Fonte:
Folha do Estado

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