Safra no Ceará e Alagoas

Publicado em 19/04/2010 09:44 586 exibições
No perímetro irrigado Boacica, município de Igreja Nova, no baixo São Francisco, 90% da safra de arroz já foi colhida.

Na safra 2008/2009, os rizicultores do perímetro do Boacica alcançaram uma produtividade de 7,2 toneladas por hectare. Na safra atual, os valores passaram para sete toneladas e meia de arroz.

Um dos fatores que contribuíram para o aumento da safra foi a escassez de chuva na região. Apesar da cultura ser irrigada, o excesso de água da chuva provoca prejuízos a planta durante a floração.

A falta de local adequado para armazenar os grãos obrigam muitos produtores a apressar a venda do arroz e isso fez o preço despencar. “Se o preço fosse bom, dava para sobreviver, mas com o preço pequeno, a gente trabalhando com banco, dá praticamente só o dinheiro para pagar o banco mesmo”, lamenta Edilson Correia dos Santos, agricultor.

Os produtores estão recebendo cerca de 90 reais por 240 quilos do. Na safra passada, os produtores receberam 120 reais pela mesma quantidade.

A chuva tem mudado a paisagem na região norte do Ceará. Em Reriutaba, foi suficiente para garantir pelo menos a safra de milho.

“Chuvinha fininha, graças a deus, não como no ano passado. No ano passado eu saia até da minha casa”, conta Regina de Matos, agricultora.

Os agricultores que plantaram com as chuvas de janeiro já estão com o milharal crescido. A espiga está formada, na fase conhecida como boneca. Se continuar chovendo, a colheita deve acontecer daqui a dois meses.

Em Fortaleza, a repórter Letícia Amaral conversou com a Ematerce, empresa de extensão rural do Ceará, para saber os novos números da safra no estado.

De acordo com a empresa, apesar das chuvas terem voltado na última semana, elas não foram suficientes para recuperar as perdas na produção causadas pelo atraso no plantio.

Segundo o levantamento da Ematerce, as perdas nas lavouras do Ceará já chegam a 20% da área plantada. A cultura que mais vai sofrer redução é o milho. “Se as chuvas estão se iniciando agora, sobretudo na região do sertão e zona norte é optar não mais pelo milho porque é uma cultura de ciclo mais longo, mas pelo feijão, que é uma cultura de ciclo mais curto, portanto ele tem uma segurança”, diz Walmir Server, diretor da Ematerce.

De acordo com a Conab, a safra de milho em todo o Nordeste deverá ter redução de 6,3% em relação à safra passada.

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Fonte:
Globo Rural

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