Insetos predadores controlam as pragas

Publicado em 29/04/2010 15:59 e atualizado em 10/03/2020 01:04 1321 exibições
"Sanidade"

Nem todo inseto é ruim para as plantas. Na verdade, alguns deles são tão benéficos que o melhor a fazer é criar condições para que se estabeleçam em meio aos cultivos, porque só trazem vantagens. Os agricultores só têm conseguido controlar as pragas com o uso intensivo de insumos químicos.

Na 7ª Exposição de Tecnologias Agropecuárias da Embrapa - Ciência para a Vida, alguns desses insetos “do bem” estão em exposição. Os nomes são complicados: Exochomus (Zagreus) bimaculosus, Cryptolaemus montrouzieri e Chrysoperla externa; mas, liberados no ambiente, são eficientes predadores de espécies nocivas.

Supervisor da Área de Comunicação e Negócios da Embrapa Semiárido, o engenheiro agrônomo Elder Manoel Moura Rocha, revela que o manejo de pragas com base nos inimigos naturais gera benefícios que vão além dos ganhos com as produtividades nos cultivos. Por se tratar de um insumo natural, não há risco de intoxicar trabalhadores rurais. Mas, além disso, não polui o meio ambiente nem causa desequilíbrio ecológico.

Para Elder, o emprego da técnica é acessível tanto aos agricultores de base familiar que plantam em pequenas áreas, quanto para empreendedores que investem em plantios de grandes extensões. O que se observa, por um lado, é que o emprego dos “insetos do bem” evita o uso indiscriminado de produtos químicos e, em conseqüência, inibe a ocorrência de problemas relacionados à resistência de pragas aos inseticidas.

Densidade – A eficiência do Zagreus bimaculosus (Exochomus),

Cryptolaemus montrouzieri e Chrysoperla externa como predadores está ligada à sua adaptação no campo. Com preferências alimentares diferentes, os três atacam e destroem as pragas que infestam as áreas de plantios. O Exochomus (Zagreus) bimaculosus, por exemplo, é um predador nativo que se alimenta, durante as fases de larva e adulto, de cochonilhas de corpo mole e de carapaça, pulgões, ovos e lagartas de mariposas.

O Cryptolaemus montrouzieri, por sua vez, é uma espécie de joaninha de origem australiana que exerce função predatória importante no controle biológico de várias espécies de cochonilhas e afídeos (pulgões). Durante a sua fase de larva e adulto consome essas pragas em todos os seus estádios de desenvolvimento.

Já a Chrysoperla externa é um grande predador encontrada em variadas culturas de interesse econômico como o algodoeiro, citros, milho, soja, alfafa, fumo, videira, macieira, seringueira, mangueira e videira, dentre outras. Podem se alimentar de ovos, lagartas, pulgões, cochonilhas, moscas-brancas, ácaros e vários outros artrópodes de pequeno tamanho e de tegumento facilmente perfurável.

Elder explica que ao serem introduzidas nos ecossistemas, essas espécies de inimigos naturais ajudam a manter a densidade populacional das pragas em níveis reduzidos e que pouco impacto causam às plantações.

A 7ª Exposição de Tecnologias Agropecuárias da Embrapa – Ciência para a Vida pode ser visitada até o dia 2 de maio.

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MT em Foco

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