Preço dos terneiros de outono sobe no RS

Publicado em 06/05/2010 07:52 718 exibições
A venda de terneiros de outono no Rio Grande do Sul chega ao final do primeiro mês da temporada com elevação de 9% no preço médio em relação ao circuito passado. Pesquisa realizada pelo jornal Correio do Povo revela a média exata de R$ 3,00 para o quilo vivo dos machos contra R$ 2,75 registrados em 2009. A cotação estável do boi gordo, de R$ 2,45 desde o começo de abril, fartura de pastagem ao final do verão e os embarques para Líbano e Egito, que funcionam como reguladores de mercado, são os fatores enumerados para o momento positivo de vendas.

No começo da temporada, projeções de especialistas indicavam que os preços poderiam ser inferiores em virtude da oferta elevada aliada à demanda reprimida pelas baixas cotações do arroz e da soja, que influenciam investimentos entre terminadores de gado.

Em 22 das 27 exposições previstas para o período no calendário oficial da Secretaria da Agricultura, a movimentação alcançou R$ 12,82 milhões para 21,64 mil animais. Quatro eventos foram cancelados pela estiagem de março, que provocou falta de exemplares em condições ideais para venda.

Com base no atual cenário, o presidente do Sindicato dos Leiloeiros do Rio Grande do Sul (Sindiler), Jarbas Knorr, acredita que até o final do circuito, no mês de junho, será possível superar o faturamento total do ano passado, de R$ 31,17 milhões. Na época, as vendas foram golpeadas pela seca sobre as pastagens e pelos resquícios da crise financeira mundial. "O produtor rural está capitalizado, a soja e o arroz estão com bons preços se considerarmos a média histórica, e há comida sobrando nos campos", justifica Knorr.

O presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, reforça a valorização da pecuária gaúcha. Eles assegura que os preços são satisfatórios e cobrem o custo de produção. O dirigente acrescenta que, nas feiras que estão oferecendo animais castrados ou de alta qualidade, o preço médio está acima de R$ 3,00. Este é o caso de pelo menos seis exposições até este momento: São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Barra do Quaraí, Alegrete, Camaquã e Lavras do Sul. Por enquanto, o maior volume de animais foi comercializado em São Francisco de Assis, com 3.740 exemplares; e o maior preço médio saiu em Cambará do Sul, que registrou R$ 3,59 o kg/vv.

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Fonte:
Correio do Povo

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