Plantio atrasado no sertão do Nordeste

Publicado em 17/05/2010 09:20 221 exibições
A estiagem está prejudicando a produção de milho e feijão em algumas partes do sertão do Nordeste. Saiba como está a situação na Paraíba e no Rio Grande do Norte.

No município de Mossoró, no sertão do Rio Grande do Norte, a estiagem está atrapalhando o desenvolvimento das lavouras e a safra agrícola do Estado, este ano, deve ser bem menor.

Em Mossoró, por exemplo, os agricultores nao acreditam na colheita do feijão e do milho tão esperada para o mes de junho.

Pelo último relatório da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, a produção do Rio Grande do Norte terá perda no feijão de 26%, em relação ao ano passado e de 30% no milho.

“A nossa cultura é plantar milho, feijão, geremum e macaxeira. E é o período em que os agricultores têm sua alimentação garantida em casa”, falou Francisco Gomes, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores.

Tanto em Souza como em outras 12 cidades do alto sertão da Paraíba, o índice de perda da produção deste ano está acima de 80%. Segundo a Emater, Empresa de Assistência e Extensão Rural da Paraíba, a situação para o produtor está cada vez mais difícil.

A Conab calculou em sua última previsão que as perdas com o feijão na Paraíba devem chegar este ano a 25% e o milho a 55%. O agricultor Everaldo Lopes investiu tudo nas plantações de milho, feijão e capim. Mas, depois de perder por duas vezes o que plantou por causa da falta de chuva, ele acabou desistindo. “Se a gente quiser comer uma canjica teremos de comprar na região de irrigação”, disse seu Everaldo.

A agricultora Maria de Fátima Melo mora no município de Souza, um dos mais prejudicados com a estiagem. “Naquela chuva grande que deu faz pouco tempo, a gente plantou e nasceu. Mas não vai segurar. No tempo que era para segurar a chuva fugiu”, lamentou.

A Emater deve entregar ainda este mês relatórios das perdas. A partir desses documentos os municípios que se inscreveram no Programa Garantia Safra podem recorrer ao seguro.

Segundo a Conab, a produção de feijão em todo o Nordeste será 11% menor do que no ano passado. A do milho, no entanto, deve crescer 1%.

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Fonte:
Globo Online

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