Para pecuarista, setor ainda tem de evoluir muito

Publicado em 26/05/2010 08:19 241 exibições
"Somos os maiores do mundo quando se trata de pecuária, mas não somos os melhores. Mesmo tendo o maior rebanho comercial, o país tem um longo caminho a percorrer para incorporar qualidade à carne e elevar o valor agregado do produto."

A avaliação é do pecuarista Fábio Gomes, criador e melhorador da raça Angus.

Advogado, Gomes diz que investe toda a poupança no melhoramento genético de seu rebanho. "É uma questão de identidade. Nasci em uma fazenda."

Após produzir uma carne de qualidade, mas que não era remunerada de acordo com o valor adequado, o pecuarista passou a investir na seleção genética.

Escolheu o angus por a raça ter a carne mais apreciada no mercado, principalmente devido ao marmoreio -gordura entremeada nas fibras.

O pecuarista investe no angus tropical -animal mediano, de muita carne, precoce, rústico e de pelo curto. "É o ideal para o ambiente brasileiro e já está espalhado por 19 Estados", diz ele.

Um dos objetivos de Gomes é obter um gado que ganhe peso e tenha precocidade. Ou seja, que possa ser abatido de 18 a 24 meses.

A pecuária moderna exige custos elevados e a carne tem de ser valorizada de forma adequada. Levou tempo para os frigoríficos ficarem sensíveis, mas já há um movimento nesse sentido, diz ele.

Estoques O CMN (Conselho Monetário Nacional) vota, na reunião de amanhã, os recursos que serão destinados às usinas para a formação de estoques de álcool durante esta safra.

Recursos Os membros do conselho devem aprovar um volume financeiro de R$ 2,4 bilhões, com juros de 9% ao ano. A estocagem é importante para manter preços equilibrados durante o ano.

Leilão A Bolsa Brasileira de Mercadorias realizou ontem o segundo leilão de carne bovina, com oferta de um lote de 216 vacas do município de Brasilândia (MT).

Diretamente O valor da negociação foi a R$ 72 por arroba. As operações da Bolsa são feitas via internet e, antes da retirada do gado, o frigorífico deposita 90% do valor da operação.

Em queda Apesar da quebra de safra, o arroz não se mantém e recua de preço no final de colheita. A saca em casca vale R$ 27.

África As exportações de frango para o continente africano tomam corpo. A região assumiu a terceira posição na lista dos principais importadores do Brasil, mostra a Ubabef (entidade do setor).

Valor maior O importante é que os africanos estão importando mais frango em corte, produto de maior valor agregado. As exportações do ano cresceram 7% em volume, mas 27% em valor.

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Fonte:
Folha de São Paulo

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