Após pressão da Bancada do Agronegócio, governo recua e suspende redução de preços mínimos

Publicado em 27/05/2010 18:45 321 exibições

A pressão dos parlamentares da Bancada do Agronegócio sobre a equipe da área econômica do governo surtiu efeito. A medida que previa a redução dos preços mínimos de alguns produtos agrícolas foi retirada da pauta da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) realizada nesta quinta-feira (27). <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Ao saber da notícia o deputado federal Luis Calos Heinze (PP-RS) comentou que o recuo governamental é sensato, pois o tema precisa de uma discussão mais aprofundada. “Antes de querer alterar os valores de referência dos grãos, o Executivo precisa discutir o assunto com as entidades representativas dos produtores”, evidenciou. Ele acrescenta que, ao invés do que pregam os técnicos do Planalto, os custos de produção tendem a aumentar e cita como exemplo a recente tarifa aplicada ao glifosato chines.“É um absurdo o que o governo quer fazer. Enquanto cria barreiras para importação do defensivo mais usado no pais para beneficiar uma empresa multinacional, quer reduzir os valores de garantia prejudicando milhares de famílias brasileiras” enfatiza.

Na quarta-feira (26), o parlamentar gaúcho e outros congressistas membros da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados manifestaram ao secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Francisco de Assis Leme Franco, que a decisão prejudicaria muito o setor agrícola, desestimularia o plantio e poderia colocar em risco o abastecimento do mercado nacional.

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Ass. Com. Luiz Carlos Heinze

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3 comentários

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Professor Climaco, ninguém mais do que eu tem dito e escrito desde há muito de que a Agricultura no Brasil é uma competição para ver quem é que vai quebrar por último e simplesmente continuará sendo assim. Como o último não quebra, o ritmo continuará sendo este: Excesso de 10% na produção, aviltamento de 30% nos preços. Falta de 10% na produção, 40% de aumento nos preços. Desta forma os preços variam de 70% a 140% do normal. Um é o dobro do outro. Não precisa ser nenhum cientista para constatar isto, basta analisar o panorama à sua volta. Já que os agricultores não conseguem combinar quase nada, e quando combinam não cumprem, terão a sua vida regulada pelo destino... quem sabe. Desde 2007/08 escrevo e digo que os preços variam ao sabor dos especuladores financeiros e por quê? Os baixos juros no mundo inteiro, empurraram o capital financeiro para as Bolsas de Futuros onde a lucratividade se baseia na volatilidade das cotações, que oscilam por conta de noticias de oferta e demanda físicas não é mesmo? Portanto minha gente, vamos reduzir a oferta de verdade antes que o Divino tenha que mandar uma catástrofe para fazer o reequlibrio!

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  • Climaco Cézar de Souza Taguatinga - DF

    Não dá para acreditar que um analista como o Telmo continue pregando e propagandeando noticias retrogradas como O PEDIDO PARA a redução de produção e da oferta como se estas contribuissem, efetivamente, para segurar os preços. Hoje, os preços agropecuários são formados externamente ou internamente em Bolsas, inclusive do US$, mais trading s supermercados estrangeiros e que, há muito tempo, são comandadas por especuladores sobretudo fundos e em que os preços oscilam muito totalmente não comandados pelas condições de oferta de demanda. O Telmo pouco conhece destas operações e continua insistindo em teses ultrapassadas e que já foram tentadas e a nada chegaram no café, no boi e no frango etc.. e nunca deram certo. Além disso, temos a questão dos endividamentos - que o Telmo nem toca - e que somente podem ser pagos mais os juros através do plantio continuado, pois sem plantio não há renda e mesmo que minima e hoje, com tanta especulação, muitos plantam para para o Governo. Reduzir plantios seria dar um tiro no pé e contribuir para o passado do País e desgraças dos consumidores que nada têm com a história. Delfim ensinava que pior do que preços baixos é não haver demanda pelos produtos (como na década de 70). Precisamos, sim, lutar pelos produtores se integraream às cooperativas despolitizadas e que não sejam apenas balcões de vendas de insumos e de compras para as tradings e que façam operações de proteção de preços para seus cooperados. Precisamos também mudar a lei do Cooperativismo do Brasil, uma Lei antiga e retrograda e que serve apenas para alguns continuarem mamando. Precisamos inserir no Brasil as cooperativas de nova geração e o cooperativismo de mercado como sempre propôs - e nunca foi ouvido - o Prof. Sigismundo Bialoskorski da FEA-USP Ribeirão, hoje, abandonado e desprestigiado pelas cooperativas, exatamente por apontar-lhes a salvação e de seus cooperados, mas que passa por mudanças de alguns dos atuais dirigentes. ACORDEM TELMO E COOPERADOS A MODA ANTIGA.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Quando se está no buraco, a unica coisa que não se deve fazer é continuar cavocando. Gente, vamos reduzir a oferta em pelo menos 10% para ver os preços reagirem. Eu e mais alguns obstinados que inclusive tem se manifestado neste espaço, estamos isoladamente jogando terra de volta para o buraco mas a legião de cavocadores no momento parece enorme.... Está nas nossas mãos a recuperação dos preços.

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