Deputado diz que governo federal precisa adotar decisão política

Publicado em 02/06/2010 13:45 490 exibições
O deputado Homero Pereira (PR/MT) disse ontem que o governo federal precisa lançar mão de uma "decisão politica" para solucionar a questão do endividamento agrícola. Temos um problema instalado e a solução tem que ser urgente", disse Homero durante reunião com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

Durante reunião em Brasília que reuniu também o secretário executivo do ministério, Gerardo Fonteles, os deputados e representantes de diversas entidades de classe disseram que o caixa do produtor rural não fecha. Segundo Homero Pereira, os preços cobrados pelo produtor não cobrem o preço de custo da sua produção.

"Do jeito que está, essa conta não fecha. Não dá pra pagar nem o custeio. Em Mato Grosso, temos os financiamentos de investimentos para compra de máquinas agrícolas. As medidas do governo foram paliativas e os produtores não conseguem arcar com os altos juros, de 10 a 12% ao mês", protestou Homero.

As entidades querem a prorrogação das parcelas de custeio e de investimento que vencem este ano. Segundo estimativas da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, o valor desta parcelas chega a R$ 15 bilhões. Em Mato Grosso, superam R$ 10 bilhões.

O ministro se comprometeu a fazer um levantamento para atender aos produtores que estiverem em situação mais dramática em relação ao pagamento da dívida. Ele sugeriu que os deputados e representanes das entidades ligadas à atividade agropecuária busquem uma solução definitiva com o próximo governo.

"O próximo governo terá que rever e estabelecer condições de mercado para o produtor. A partir daí, quem aguentar as leis de mercado, que fique. Quem não aguentar, que deixe a atividade", frisou.

Participaram da reunião representantes da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), da Associação dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
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Olhar Direto

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