Federarroz debate comercialização e safra com o ministro Rossi

Publicado em 21/06/2010 18:01 197 exibições

O presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, se reunirá na manhã desta terça-feira, em Brasília, com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. Rocha espera receber boas notícias sobre medidas de socorro aos produtores atingidos por enchentes, a elevação da TEC, mecanismos de comercialização do arroz e prorrogações dos investimentos e custeios alongados. Rocha vai ao encontro acompanhado de Ademar Kochenborger, presidente da União Central de Rizicultores (UCR), de Cachoeira do Sul (RS) e do superintendente da Regional Centro do Sicredi, Roberto Vargas, que tentaram junto com a entidade convencer o ministro da necessidade imediata das medidas ao Setor Produtivo.
 

Também acompanharão o encontro o presidente da Câmara Setorial do Arroz, Francisco Schardong, e o presidente do Irga, Maurício Fischer, entre outras lideranças e os Deputados Federais Luís Carlos Heinze e Darcisio Perondi que agendaram o encontro. A expectativa do setor é para o anúncio da liberação de recursos e programação dos leilões de contratos de opções, PROP e PEP  para a sustentação de preços internos, hoje abaixo do mínimo garantido pelo governo federal: R$ 25,80 a saca. “Diante da realidade do mercado, não há razão para o governo federal adiar os mecanismos”, afirma. Rocha propõe a realização dos leilões já na primeira semana de julho.
 

Com os mecanismos em ação, os produtores têm a opção de segurar a oferta de arroz no mercado e equalizar preços. Se o mercado não reagir acima do preço mínimo, têm a opção de vender para o governo. Além de contratos de opção, o setor está pedindo a contratação de AGFs. A transferência do vencimento da primeira parcela de custeio de julho para outubro, já ajudou a reduzir a pressão de oferta.
 

Outra demanda do setor é a elevação de 12% para 30% da Tarifa Externa Comum (TEC), de forma a restringir a entrada de arroz de terceiros mercados (extra Mercosul) no Brasil. O setor parte do princípio de que há cereal suficiente no bloco econômico para assegurar o abastecimento nacional e a entrada de arroz de outros mercados afetaria ainda mais drasticamente as cotações internas, provocando mais um sério prejuízo ao setor produtivo.
 

PRODUSA - Por fim, os representantes dos arrozeiros apresentarão seus argumentos para que o Programa de Estímulo à Produção Agrícola Sustentável (Produsa), do BNDES, que deverá ser usado em socorro aos agricultores que tiveram perdas pelas enchentes na safra passada, seja adequado à realidade do setor. O maior problema, segundo Renato Rocha, está na fonte do recurso e nas garantias exigidas. “Em razão das perdas muitos produtores não tem garantias para oferecer. Para os que possuem e derem garantias correm o risco de não ter como garantir o custeio da próxima safra. Além disso, muitos já têm as garantias comprometidas com prorrogações, Pesa e Securitização. Esse é o maior impasse”, diz Rocha.
 

O pedido é de que o governo federal assuma as garantias e encaminhe os recursos não do sistema financeiro, mas do Tesouro Nacional. O segmento pede ainda que o limite da linha de financiamento passe dos R$ 400 mil propostos para R$ 600 mil. Hoje a proposta é de pagamento em oito anos, com 2 anos de carência e a Federarroz pede que a esse sistema seja agregado um rebate de 50% para as parcelas pagas até o vencimento.
 

Além da reunião com o ministro Rossi e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dirigentes arrozeiros tentarão encontro com técnicos do Ministério da Fazenda para buscar, tecnicamente, a viabilidade dessas operações o mais rápido possível.
 

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Federarroz

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