Paraná adota rigor para conter o avanço de pragas e doenças

Publicado em 29/06/2010 07:51 145 exibições
Termina no próximo dia 15 de julho o prazo para a entrega do relatório de inspeção do greening referente ao 1º semestre deste ano. A apresentação pode ser feita nas unidades da Secretária da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Caso não entregue o relatório, o agricultor estará sujeito às sanções da lei, incorrendo desde simples notificação a multa, que pode chegar a R$ 5 mil dependendo da gravidade da infração.

O agrônomo da Seab, José Croce Filho, informou que o citricultor deve fazer, no mínimo, duas inspeções de greening por semestre. “Já temos casos de produtores de Paranavaí que foram multados e as sentenças estão sendo publicadas no Diário Oficial da União. Dos 399 municípios do Paraná, 54 já apresentam ocorrências de greening e esse número tem aumentado a cada semestre. Por isso não podemos facilitar. A doença está espalhada desde Jacarezinho até Umua­rama”, informa.

No ano passado, 92% dos agricultores paranaenses entregaram o relatório dentro do prazo previsto, 4% foram notificados e o apresentaram posteriormente e 4% não entregaram. “Com o aquecimento do mercado de laranja, temos percebido que os produtores estão mais conscientes neste ano. Acreditamos que a entrega de documentos seja igual ou maior que a do ano passado”, prevê.

Na opinião de Croce Filho, o ataque das pragas no Paraná ainda é menor porque os pomares são novos, implantados dentro de técnicas modernas e a maioria integrada ao sistema cooperativista, que dá todo o suporte necessário aos produtores.

“Pragueiro”

A cultura da laranja, assim como outras atividades no meio rural, exige atenção especial dos produtores e técnicos para evitar o ataque de doenças. Na região Noro­este existe até a figura do “pragueiro” um profissional que atua percorrendo os pomares diariamente a fim de identificar possíveis ataque de greening, pinta preta, cancro cítrico ou outra praga. É que quando diagnosticada no começo, a planta contaminada é eliminada e evita a propagação para a lavoura toda ou, se for o suficiente, é feito o tratamento.

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Fonte:
Gazeta do Povo

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