OMS alerta para contaminação em verduras pré-lavadas

Publicado em 07/07/2010 07:40 811 exibições
Meta é banir uso de esterco nas plantações de hortaliças vendidas embaladas, para conter proliferação de bactérias tipo E.coli.
A Organização Mundial da Saúde divulgou ontem(6) novas recomendações para evitar a contaminação de alimentos.

Segundo a entidade, esterco animal não deve ser usado como fertilizante para vegetais vendidos pré-lavados, como as saladas ensacadas, comuns nos supermercados.

De acordo com o diretor de segurança alimentar da entidade, Jorgen Schlundt, usar esterco faz sentido em outras lavouras. "Mas quando você está produzindo saladas frescas que serão processadas sem tratamento com calor, isso é um problema."

O diretor da OMS ligou o uso desse adubo a surtos de contaminação nos EUA.
Em abril, alface romana pré-lavada contaminada com a bactéria E. coli deixou 26 pessoas doentes em cinco Estados americanos.

No Brasil
Aqui,não há uma regra sobre qual fertilizante pode ser usado em plantações de folhas para saladas pré-lavadas, de acordo com o Ministério da Agricultura.

O coordenador de fiscalização de fertilizantes e inoculantes do ministério, Hideraldo Coelho, afirma que o esterco passa por um processo de compostagem que elimina os contaminantes, pela elevação da temperatura.

O engenheiro agrônomo diz que é raro os agricultores usarem esterco que não passa por esse processo, porque o produto não "curtido" pode queimar as folhas.
O problema mais preocupante em relação à contaminação de vegetais no Brasil é a água, diz o técnico.

"As hortaliças são muito cultivadas em cinturões verdes [perto das cidades grandes], e o risco de contaminação da água é muito maior."

A OMS também criou uma regra para evitar a contaminação dos alimentos por uma substância usada em plásticos, a melamina.

Em 2008, leite contaminado com melamina matou seis crianças chinesas e deixou 300 mil doentes.
O composto pode aparecer em alimentos pelo contato com máquinas ou embalagens plásticas. A adição intencional de melamina no alimento não é permitida.

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Fonte:
Folha de São Paulo

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