TRIGO: Cooperativas esperam altas, moinhos esperam baixas no preço do trigo

Publicado em 16/07/2010 15:38 e atualizado em 16/07/2010 18:20 483 exibições
Duas reações contrárias estão no mercado de trigo em grão, no momento: os moinhos pressionam as cooperativas e produtores para que baixem os seus preços, alegando que o preço Mínimo foi reduzido em 10%. Sobre isto há duas considerações a fazer: a) o novo preço mínimo valerá para a próxima safra, que começará a ser colhida em setembro e não para a que está atualmente sendo comercializada; b) o preço de mercado nunca acompanhou o preço mínimo na presente temporada, por que deveria ser parâmetro para pressionar os preços agora? A segunda reação é a das cooperativas, que nunca estiveram contentes com os preços praticados pelos moinhos até o momento e esperam que eles melhorem os seus preços, uma vez que os preços internacionais já subiram 20% nos últimos 30 dias o que, se repassados aos preços internos, significaria um aumento entre 4 e 5 reais por saca de 60 kg.

No fundo, ambos estão errados, porque estão baseados em motivos artificiais e não inerentes ao processo da cadeia de comercialização. Os preços de qualquer matéria-prima são balizados pela oferta e demanda dos produtos finais e não por intervenções externas descoladas do processo. Preço Mínimo e cotações internacionais do trigo são componentes do processo, certamente, mas não tem o mesmo peso da oferta e demanda de biscoitos e massas, por exemplo. Na hipótese exagerada de um aumento brutal na demanda por massas e biscoitos os preços subiriam, seguramente acima do Preço Mínimo e sem dar bola para as cotações internacionais. Por outro lado, as indústrias não podem subir preços se a demanda por biscoitos e massas estiver caindo, independentemente das cotações internacionais do grão.
 

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Fonte:
Trigo&Farinhas

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