Recorde expõe fragilidade da atual infraestrutura

Publicado em 06/08/2010 07:54 222 exibições
 O governo federal por meio do IBGE e da Conab confirmaram nesta quinta-feira (05) a safra agrícola de 2010 será a maior da história, alcançando 146 milhões de toneladas, volume 9% superior ao de 2009. Isso apenas confirma o desenvolvimento da agricultura brasileira, mas, por outro lado, evidencia a estagnação em outras áreas. “Infelizmente, boa parte dessa riqueza vai se perder por conta da precariedade da infraestrutura”, avalia o especialista em transporte e logística, Antonio Wrobleski Filho, sócio da AWRO Participações e Logística.

O Brasil se aproxima da excelência quando se trata de plantar e colher, mas convive com a mediocridade quando se trata de transportar e embarcar os alimentos.

Grandes produtores, o Centro-Oeste e o Nordeste, sofrem com a falta de alternativas próximas de escoamento. Boa parte da produção precisa ser embarcada no porto de Santos ou de Paranaguá - PR, uma viagem de cerca de 2 mil quilômetros. Atualmente se sabe que durante essa viagem “sem fim”, cerca de 60 quilos da carga de cada caminhão se perde pelo caminho. Isso faz com que o custo de produção em Mato Grosso, por exemplo, seja mais que o dobro do Paraná.

Mais de 70% das rodovias utilizadas para o escoamento da carga são de péssima qualidade. Também contribui para o problema o estado de conservação da frota normalmente utilizada. Uma safra desse tamanho coloca cerca de 200 mil caminhões a mais rodando pelas estradas. “Em sua grande maioria têm mais de 15 anos de uso, estão obsoletos e mal conservados. Isso prejudica o tempo de viagem, a segurança e aumenta o desperdício”, diz Wrobleski.

“Para evitar os desperdícios é preciso construir, investir, principalmente na extensão da malha ferroviária e criação de novos portos e modernização dos já existentes. No papel, o PAC contempla muitos avanços nessa área, mas é necessário que seja executado. Até agora, muito pouco foi feito”, avalia Wrobleski.

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Fonte:
Diário de Cuiabá

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