Dilma volta a fugir de debate nesta segunda

Publicado em 09/08/2010 14:43 517 exibições


A agenda dos principais candidatos à Presidência teria um programa em comum nesta segunda-feira: um debate seguido por uma sabatina, promovido por empresários  da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A candidata do governo, Dilma Rousseff, porém, cancelou sua participação no evento.

Esta não é a primeira vez que a candidata petista evita se expor a perguntas ao vivo. Um debate organizado pelos portais IG, MSN, Terra e Yahoo estava marcado para o dia 26 de julho, mas Dilma cancelou sua participação. Como Serra não queria debater sem sua maior oponente, o evento acabou sendo cancelado. Marina Silva foi sabatinada somente pelo Portal Terra.

Quando ainda era pré-candidata, Dilma deixou de ir à sabatina da Folha/UOL, no dia 17 de junho, com a mesma desculpa com a qual se negou a participar do evento desta segunda: problema de agenda.

A sabatina desta vez estava programada há cerca de uma semana, quando os candidatos receberam o convite. Esse seria o primeiro encontro entre Dilma, Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) desde o debate promovido pela rede Bandeirantes, na última quinta-feira. A equipe de Dilma só avisou aos organizadores do encontro que ela não poderia ir, por problemas de agenda, na sexta-feira. Nesta segunda, segundo a assessoria da petista, ela está no Rio de Janeiro, onde grava imagens para seu programa de TV no Complexo Esportivo da Rocinha, pela manhã. À noite, a ex-ministra será entrevistada por William Bonner e Fátima Bernardes no Jornal Nacional.

Às pressas, os organizadores preencheram o horário que era de Dilma, 14h, com um convidado que, com certeza, não recusaria a oferta: Plínio de Arruda Sampaio, que chamou a atenção no debate da última quinta-feira. Na ordem de participação, seguem José Serra, 15h, e depois Marina Silva, 16h30.

No encontro com cerca de 1.000 empreendedores do ramo comercial de São Paulo, os presidenciáveis vão falar sobre os planos de governo individuais e, em seguida, serão sabatinados, em horários separados, pelos jornalistas Heródoto Barbeiro, José Nêumanne Pinto e Moisés Rabinovici. Os organizadores ainda entregarão a eles um livro de 300 páginas com sugestões para a a próxima gestão que assumirá o Brasil.

Dilma visita favela, mas fica longe dos moradores

Ao lado de Cabral, Dilma discursa na Cidade de Deus

Apesar de ter feito um discurso voltado para os jovens, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, restringiu seu contato com o público a poucos apertos de mãos. Dilma chegou e saiu da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, sem percorrer a comunidade e ver de perto os problemas dos moradores. A organização da campanha da candidata, em sua primeira visita a uma favela carioca, fez questão de deixá-la bem longe dos moradores. A grande quantidade de grades fez com que Dilma caminhasse isoladamente.

Durante o discurso de 20 minutos, em uma área de lazer da favela, a candidata citou o presidente Lula diversas vezes e alfinetou a oposição. Ao falar sobre programas sociais, Dilma afirmou que eles correm risco nas mãos dos tucanos. “Não adianta dizer que vão dobrar o Bolsa Família, porque quando estiveram no governo, reduziram os programas de renda.” A ex-ministra ainda afirmou que a oposição faz o povo de bobo.

Dilma dividiu o palanque com políticos e jovens militantes de partidos coligados. Ela pediu votos para os candidatos ao Senado Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB). “Preciso dos dois para poder ter um governo em que as transformações possam ocorrer no Brasil. O presidente Lula tem dito que sofreu muito governando o Brasil sem um suporte no Senado”.

O governador do Rio, Sério Cabral (PMDB), que disputa a reeleição apoiado pelo PT, falou sobre as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) – discurso comum em suas aparições públicas. “A juventude da Cidade de Deus tem liberdade”.

Dilma prometeu ampliar as instalações de UPPs. Ela também voltou a defender os programas do governo Lula de combate ao crack e de democratização da banda larga. 

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Veja.com

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