Pecuária de MS se organiza para atender exigências do mercado externo

Publicado em 10/09/2010 15:42
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A conscientização dos produtores de Mato Grosso do Sul sobre a importância de fazer parte da Lista Traces que certifica para exportação à União Européia e a adequação às exigências internacionais têm sido fundamentais para a elevação de 336% no número de propriedades habilitadas para o fornecimento de carne bovina para a região, em relação ao mesmo período do ano passado. A avaliação é do agente Fiscal Federal Agropecuário do Serviço da Saúde Animal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/MS), Orasil R. Bandini.

Responsável pelo Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) no Estado, Bandini enfatiza que atualmente 95% das propriedades vistoriadas são aprovadas, sendo que no ano passado a média não passava de 50%. A papelada está sempre em dia. As inconformidades são pontuais, ressaltou o agente. As auditorias realizadas com produtores já integrados ao Sisbov estão sendo mais freqüentes, sendo realizadas em média 20 a cada mês. Em setembro, estão agendadas 27 vistorias.

O Estado possui atualmente 279 propriedades incluídas na Lista Traces, sendo que outras 15 já foram aprovadas e aguardam inclusão. O rebanho certificado pelas regras do mercado europeu também cresceu em relação a agosto do ano passado, chegando a cerca de 650 mil cabeças, o que significa um aumento de 600 % em relação ao ano passado.

A prioridade para as vistorias visa acelerar o processo de inclusão do Estado no mapa de exportação para o mercado europeu. Em função dos focos de aftosa em 2006, Mato Grosso do Sul ficou atrasado, pois passou a realizar auditorias somente em dez 2008, quando foi reabilitado para exportação, observa o agente. Apesar de ser o segundo rebanho nacional, MS é o quarto no ranking do número de propriedades aptas a exportar, ficando atrás de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, nessa ordem.

Segundo Bandini, a maior dificuldade dos produtores começa ainda antes das vistorias, ou seja, na adesão ao Sisbov. Observar as regras de rastreamento implica em custos tais como a colocação dos brincos de identificação e a manutenção da certificadora, sendo que esse investimento não traz valor agregado ao produtor pela carne certificada. A não ser que haja escassez de carne, os frigoríficos não repassam ao produtor valores diferenciados pela carne certificada, diz Bandini.

A inclusão de mais propriedades na Lista Traces significa destacar a pecuária do Estado ainda mais no cenário internacional. O produtor sul-mato-grossense demonstra que está preparado para atender às exigências do mercado externo. O grande desafio é a remuneração pela rastreabilidade que não chega ao pecuarista, ressalta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel. O agente fiscal da SFA confirma a superioridade da carne produzida no Estado. MS é uma vitrine do Brasil. Tem a melhor qualidade de carne do País a um custo baixo. Ter mais propriedades na lista lhe confere status de organização, ressalta.

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Fonte: Diário News

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