Assessor da Casa Civil pede demissão após denúncias

Publicado em 13/09/2010 15:55
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A Casa Civil sofreu a primeira baixa após escândalo envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da pasta, Erenice Guerra. O assessor jurídico da Casa Civil, Vinícius Castro, pediu demissão na manhã desta segunda-feira resultado da repercussão negativa do caso levado à tona em reportagem de VEJA desta semana.  

Castro é parceiro de Israel Guerra na empresa Capital Assessoria e Consultoria. Era ele quem recebia em encontros com empresários a propina de 6% sobre o valor de negócios fechados com o governo federal. No papel, a mãe do assessor, Sônia Castro, aparece como sócia da consultoria. Na realidade, ela seria laranja do filho, já que reside no interior de Minas Gerais e trabalha com venda de queijos.   

Investigação - A ministra Erenice Guerra encaminhou, nesta segunda, à Comissão de Ética Pública da Presidência um ofício solicitando que as denúncias apontadas por VEJA sejam apuradas e que ela mesma seja investigada. 

No documento, Erenice diz que ela e seu filho abrem mão do sigilo de informações bancárias, fiscais e telefônicas. A  ministra afirma ainda estar disposta a dar mais esclarecimentos sobre o episódio.

Aparelhamento  Não é só o filho de Erenice Guerra que possui influência política sobre negócios milionários do governo. A irmã dela, Maria Euriza Alves Carvalho, também utilizou o cargo de confiança que tem no Ministério de Minas e Energia para contratar sem licitação o escritório de advocacia do próprio irmão delas. A denúncia foi apontada em matéria desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo,

A funcionária contratou por 80.000 reais, em setembro de 2009, o escritório Trajano e Silva Advogados cujo sócio era Antônio Alves Carvalho, irmão de Maria Euriza e de Erenice. Reportagem de VEJA mostrou que o escritório é o mesmo utilizado por Israel Guerra e Vinícius Castro para despachar com clientes. O advogado da campanha de Dilma Rousseff Márcio Silva também trabalha no local, mas nega qualquer envolvimento com o caso.

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Fonte: Veja.com.br

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