Falta de investimentos pode frear avanço da produção do agronegócio

Publicado em 22/09/2010 08:34
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O agronegócio pagou grande parte das contas do país nos últimos anos e continuará pagando nos próximos. O setor deverá trazer pelo menos US$ 1 trilhão com as exportações até 2020.

O país, cuja produção de grãos era de 58 milhões de toneladas no início dos anos 1990, poderá chegar a 200 milhões em 2020.

A região Centro-Oeste será importante nesse avanço. Tem condição de crescimento, mas já esgotou a capacidade de escoamento da produção. Entra e sai governo e os problemas continuam.

Só em milho e soja, a região deverá atingir 78 milhões de toneladas em 2020. Sem ações rápidas na preparação de infraestrutura, a região para de produzir.

Dependente do transporte rodoviário, a região desova boa parte da produção por portos de Sul e Sudeste, o que retira renda e competitividade do produtor.

Ferrovias, pavimentação de rodovias, hidrovias e aceleração de obras em portos estratégicos são vitais para o setor continuar respirando.

Essas obras vão retirar pressão sobre as vias de embarques do Sudeste e do Sul, que também terão volumes maiores de grãos, carnes, açúcar, álcool, celulose etc.

A carne é outro produto que terá grande demanda externa, e a região Centro-Oeste é líder na criação de gado.

Mas o cenário para o pecuarista parece cinzento na região. A criação de frigoríficos gigantes, incentivada pelo próprio governo, refletirá no bolso dos pecuaristas.

Assim como financiou os grande frigoríficos, o governo deveria ter dado condições também aos médios.

Há áreas em que o boi chega a viajar 700 quilômetros antes do abate devido ao fechamento de frigoríficos.

O Centro-Oeste é uma região de muito potencial, mas enquanto a agricultura é dinâmica, os investimentos governamentais são sempre lentos. Essa lentidão pode comprometer a produção.
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Fonte: Folha de São Paulo

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