Candidatos do PT dançaram no palco em SP

Publicado em 28/09/2010 08:25 e atualizado em 28/09/2010 12:03
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Ao som do jingle da campanha, Mercadante começou a dançar com Dilma e foi acompanhado por Lula e Marta, além de Netinho e outra petista. Depois da dança, ele condenou o apoio que seus adversários têm na imprensa. Fora do palco, ao menos dois militantes carregavam cartazes acusavam veículos de comunicação de mentirem.

Realizado no Sambódromo de São Paulo, o evento teve a participação de Lula e de diversos candidatos petistas. Nenhum deles, porém, fez menção direta aos casos envolvendo a violação de sigilo da Receita Federal e a queda da ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra.

"Vamos derrotar o preconceito e vencer o medo de novo", disse Dilma logo no início de seu discurso, às 20h30, justamente quando a chuva leve começou a virar temporal e centenas de pessoas passaram a deixar o Sambódromo, usando faixas e cartazes para se proteger da chuva.

A candidata se referia ao fato de ela poder se tornar a primeira mulher a presidir o país, mas também à candidatura de Netinho, que é negro e concorre a uma vaga do Senado pelo PT, juntamente com a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. "Vamos eleger a maior prefeita que essa cidade já teve e também esse meu mano", disse Dilma apontando para Netinho.

A petista também disse ser responsável pela herança e pelo legado de Lula. "Nós tiramos 28 milhões de brasileiros da miséria. Isso equivale a dois Chiles", disse a candidata, prometendo tirar o restante da população da pobreza e também "dar melhores condições de vida para a classe média".

Dilma afirmou que todos tinham "um encontro com a democracia em seis dias" e pediu que eles mantivessem a serenidade, "porque ninguém pode tirar a gente do rumo", e também determinação para sair às ruas buscar até o último voto.

Ela terminou seu discurso homenageando as mulheres do Brasil, inclusive a primeira-dama, dona Marisa, que ajeitava um boné vermelho do PT para tentar se proteger da chuva.

Futebol

O microfone passou então para o presidente Lula, que foi saudado aos gritos pela multidão antes mesmo de cumprimentar "minhas queridas companheiras." As referências de Lula ao futebol e a diminuição da chuva voltaram a animar o público no Sambódromo.

"Estou com o coração magoado porque o Corinthians perdeu ontem em Porto Alegre. Mas a Dilma, que é Internacional, ficou feliz. E eu pedi pra ela não ficar tão feliz assim", afirmou o presidente.

Ele seguiu falando de outros jogos da rodada e disse que o coração do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, precisava passar por uma experiência corintiana para sair do hospital. Ele está internado para a realização de uma cirurgia no miocárdio.

Lula dedicou boa parte de seu discurso à capitalização da Petrobras, dizendo que acompanhou a operação, na sexta-feira, da Bolsa de Valores de São Paulo. "Quando eu era sindicalista, o pessoal da Bolsa tinha medo de mim", brincou.

"Nunca antes no planeta Terra se viu uma capitalização como essa", afirmou o presidente, apostando que em pouco tempo a empresa será a maior petrolífera do mundo - hoje está em segundo lugar, atrás da Exxon.

Lula disse ter orgulho "de ter aprendido com o radicalismo dos anos 70, 80 e 90" e lembrou da trajetória de Dilma: "Aos 20 anos, ela foi lutar pela democracia. E a luta dos que morreram será consagrada no dia 3."

Dança

Antes de Lula e Dilma, discursaram também Netinho, Marta e o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloízio Mercadante, que protagonizou um dos momentos mais divertidos do comício.
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Fonte: O Estado de S. Paulo

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