Serra diz que é a favor da união civil homossexual, mas casamento é com as igrejas

Publicado em 14/10/2010 16:34
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O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que é a favor da união civil das pessoas do mesmo sexo. No entanto, disse que o casamento é uma questão ligada à religião.

"Acho que a questão do casamento propriamente dito está ligada às igrejas. A união em torno dos direitos civis já existe, inclusive, na prática, no Judiciário. Eu sou a favor do efeito do direito. Outra coisa é o casamento, que tem o componente religioso. Cabe a igreja decidir sua posição", afirmou o tucano.

Hoje, ele participou de um fórum das ONGs de combate a Aids em São Paulo, onde assinou um termo de compromisso.

Questionado sobre a carta que a adversária Dilma Rousseff (PT) pretende divulgar sobre o aborto, Serra preferiu não responder.

"Ela tem os problemas dela. Ela diz uma coisa, depois diz outra coisa", afirmou o tucano.

Ontem, Dilma disse que se comprometeu a estudar a divulgação de uma carta dizendo que não irá mexer na legislação sobre o aborto e que considera o casamento entre homossexuais uma questão das igrejas.

As questões religiosas, como o aborto e casamento gay, têm pautado o debate eleitoral e foram consideradas um dos motivos que levaram a disputa para o segundo turno.

Marcação cerrada

Na reunião desta tarde em que reafirmou o apoio à candidatura governista, o PP ouviu da coordenação da campanha de Dilma Rousseff um pedido para dar atenção especial aos diretórios estaduais de Minas Gerais e Paraná. Nesses estados, o PP apoiou candidatos do PSDB aos governos locais, os quais venceram no primeiro turno. Agora, o PT teme que os líderes mineiros e paranaenses do PP entrem com força total na campanha de José Serra.

Por Lauro Jardim

Em contrapartida, o PP cobrou uma maior participação de Dilma Rousseff e Lula no segundo turno da disputa pelo governo de Roraima. Neudo Campos (PP) concorre com José Anchieta (PSDB), que conseguiu neutralizar Dilma e Lula no primeiro turno por contar com a adesão de Romero Jucá, líder do governo no Senado.

Por Lauro Jardim

De quem entende de eleições no Nordeste: Dilma Rousseff será prejudicada neste segundo turno pela falta do transporte de eleitores mais pobres providenciado por candidatos a deputado federal aliados. Por outro lado, Dilma tende a computar votos que foram anulados devido à confusão dos eleitores com a profusão de cargos disputados no primeiro turno.

Por Lauro Jardim

Regras em debate

A Rede TV! quer reeditar o formato do debate presidencial do primeiro turno. Ao contrário da Band, quer ter o direito de colocar repórteres para fazer perguntas para Dilma Rousseff e José Serra no domingo. PT e PSDB deverão aceitar a reivindicação, mas novamente não permitirão réplicas de jornalistas.

Também não deverá ser autorizada a exibição de imagens de um candidato enquanto o adversário responde. Esta tem sido a tendência de todos os debates até agora.

Os detalhes serão definidos até sexta-feira e devido ao debate, marcado para 21h, o Pânico na TV! irá ao ar com um programa gravado hoje.

Por Lauro Jardim

Dilma diz que não sabia

Em sua recente investida a fim de conquistar mais espaço no comando da campanha presidencial para o PMDB, Michel Temer descreveu a Dilma Rousseff as dificuldades que seu partido vinha tendo para entrar em contato com os coordenadores petistas do comitê e até mesmo com a própria candidata. Dilma disse que estava surpresa. Desde então, contam peemedebistas, há mais cooperação entre as legendas.

por Lauro Jardim

Questão de necessidade. Ou descendo do salto alto

No primeiro turno, Dilma Rousseff e Michel Temer chegavam a ficar alguns dias sem se falar. Agora, falam-se três vezes por dia.

Por Lauro Jardim

Defesa comercial versus Câmbio

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior esforça-se para resistir às pressões do Ministério da Fazenda para aumentar as ações de defesa comercial. Acredita que as investigações e processos em curso estão de acordo com as regras da OMC e as necessidades do país, e argumenta que o problema da perda de competitividade da indústria nacional deve-se principalmente à taxa de câmbio.

Por Lauro Jardim


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Fonte: Folha de S. Paulo

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