Cresce mercado de seguro para máquinas

Publicado em 20/10/2010 07:51
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Crescente no Brasil na última década, o mercado de seguros para equipamentos agrícolas segue a atrair novas empresas e, assim, a oferecer um leque maior de alternativas mais vantajosas de contratação para os agricultores do país.

Diferentemente do seguro rural que cobre danos à produção agrícola, os seguros para tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas não contam com subsídio ao prêmio nem do governo federal nem de governos estaduais.

Mas o mercado já movimenta cerca de R$ 400 milhões em prêmios por ano e vem sendo estimulado pelo aumento das vendas na última década, a partir de programas federais como Moderfrota e Mais Alimentos, que oferecem crédito com juros subsidiados para a aquisição de máquinas.

De olho no avanço do segmento, no qual atua desde 2005, a Chubb do Brasil Cia de Seguros reforçou seu portfólio e começa a expandir suas operações no ramo nas regiões Centro-Oeste e Nordeste.

Até agora focada no Sul, a empresa, que faturou R$ 424 milhões no total no primeiro semestre, vem mantendo uma carteira da ordem de R$ 20 milhões na área de equipamentos agrícolas nos últimos três anos. Nesta frente, a Chubb tem cerca de 25 itens segurados.

"Nossa meta no segmento para 2011 e crescer de 12% a 18%", afirma Robert Hufnagel, diretor de desenvolvimento de negócios da companhia. O braço da multinacional Chubb Corporation entrou no Brasil em 1973 por meio da aquisição da tradicional Argos Fluminense.

Hufnagel explica que a empresa já é capaz de cobrir 95% do mercado brasileiro com o apoio de representantes, mas aposta na ampliação da força de vendas próprias para acelerar a expansão no nicho.

Para ele, uma das vantagens da Chubb na área de equipamentos agrícolas é a rede de assistência técnica desenvolvida nos últimos anos. A empresa só trabalha com máquinas de até dez anos de uso, cobra taxa média em torno de 1% e informa que os danos mais comuns são elétricos. Cerca de 60% da carteira é de tratores, colheitadeiras e implementos usados por produtores de grãos, mas a empresa vê bom potencial na mecanização dos canaviais.
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Fonte: Valor Econômico

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