Vídeo que mostra bola de papel atingir Serra é anterior a arremesso de outro objeto

Publicado em 21/10/2010 17:57 e atualizado em 21/10/2010 19:00
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O momento em que o candidato José Serra (PSDB) é atingido por uma bola de papel, ontem no calçadão de Campo Grande (zona oeste do Rio), é anterior à hora em que ele coloca a mão na cabeça, indicando ter sido atingido por um rolo de adesivos.

A cena da bola de papel foi ao ar em repotagem do programa "SBT Brasil".

Sera pôs as mãos na cabeça segundos antes de entrar na van correndo, sendo empurrado por seguranças e aliados de chapa.


Minutos após ao ataque, o deputado Fernando Gabeira (PV) e o pastor Paulo Cesar Ramos, da Assembleia de Deus, Poder e Glória, afirmaram terem visto Serra ter sido atingido por um rolo de adesivos.

A bola de papel atingiu a cabeça de Serra quando o candidato estava no meio do trajeto. Já estava ocorrendo o conflito entre militantes do PSDB e do PT.

Após entrar na van, na rua Viuva Dantas, no final do calçadão, o veículo andou por cerca de cem metros e parou. Serra desceu, tocando a cabeça como se ainda sentisse dor. Nesse momento, disse ter se sentido "meio grogue" e colocou um saco plástico com gelo na cabeça.

De lá Serra seguiu para um hospital, onde foi submetido a uma tomografia. De acordo com médico Jacob Kliegerman, ex-secretário municipal de Saúde na gestão de Cesar Maia (DEM), o tucano foi atingido por um rolo de adesivos lançado a uma distância de dez metros. Ele disse ter recomendado ao candidato 24 horas de repouso.

O mandante do crime acusa a vítima

Nenhum candidato em primeiro, segundo ou terceiro lugar nas pesquisas tem direito de mentir da forma descarada com que o PSDB mentiu ontem, voltou a mentir Lula nesta quinta-feira no Rio Grande do Sul.  Baseado num vídeo do SBT que mostra um dos momentos da agressão sofrida no Rio por José Serra,  o presidente que abandonou o emprego para virar animador de comício decidiu que nem existiu a ofensiva brutal das milícias do PT.

Além do que parece uma bola de papel, resolveu o Beato Lula, nada mais foi atirado contra Serra e seus aliados, ninguém tentou acuar o adversário. O cínico vocacional fez de conta que não viu as cenas de boçalidade explícita documentadas por fotos e vídeos, nem ouviu falar do corte na cabeça da  repórter Mariana Gross, da TV Globo, atingida por uma pedrada. Ele é capaz de dizer, sem ficar ruborizado, que o ferimento foi causado por Fernando Henrique Cardoso. Faz parte da herança maldita.

O paraíso dos delinquentes federais impunes gerou um chefe de governo que, reduzido a chefe de façção, trata a lei, a verdade e a decência a pontapés. Ao fim de oito anos, a Era Lula fez do coração do poder um viveiro de vigaristas. A discurseira em Porto Alegre reafirma que, para o presidente da República, o elogio do ódio e da violência é só um instrumento eleitoral. O espetáculo do cinismo não pode parar.

(por Augusto Nunes/Veja.com)


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Fonte: Folha de S. Paulo/Veja.com

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