MS: Cooperativas enfrentam cobranças

Publicado em 03/11/2010 08:12
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Sem aderir à industrialização, as cooperativas agrícolas de Mato Grosso do Sul se especializam em serviços. Compram insumos e vendem os grãos, oferecendo orientação técnica do início ao fim da safra. O diferencial é a participação direta do produtor na tomada de decisão para ganho de renda e competitividade.

Na Copasul, em Naviraí, a interferência do agricultor é constante e se dá inclusive na compra de insumos. Quem dá o start é o produtor. Fazemos reuniões, apresentamos um panorama e eles decidem, afirma o supervisor comercial e insumos, Henrique Cabrera. Com 650 associados, a cooperativa mantém 40 agrônomos um para cada 16 produtores. Em outras regiões do país, comumente se encontra casos de cooperativas com um agrônomo para cada grupo de 200 produtores.

Abrangendo áreas de 15 mil a 60 mil hectares, as cooperativas de sul-mato-grossenses competem com empresas que cultivam extensões equivalentes ou até maiores. E precisam se mostrar mais atrativas do que cooperativas de outros estados que atuam na região, como Coamo, C. Vale e Lar, que têm sede no Paraná.

A Cooperoeste, criada em 2002 para garantir rentabilidade na venda de grãos, trabalhou até ano passado focada nas compras e no serviço de armazenagem, ampliado recentemente. Agora, volta-se a seu objetivo original, a comercialização. Opera hoje com armazém de 52 mil toneladas suficiente para um terço da safra.
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Fonte: Gazeta do Povo

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