Bolsas europeias abrem em alta moderada após ajuda à Irlanda

Publicado em 22/11/2010 06:31 282 exibições

As principais bolsas europeias abriram em alta moderada nesta segunda-feira, no primeiro dia útil após o anúncio do plano de ajuda financeira da União Euopeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Irlanda.

Londres ganhava 0,76%, Frankfurt avançava 0,70% e Paris registrava alta de de 0,84%. O euro também registrava alta nesta segunda-feira nas negociações no mercado asiático, com uma cotação de 1,3756 dólar.

O governo de Portugal, considerado o próximo país de risco da zona euro depois da Irlanda, saudou na noite de domingo o plano de ajuda a Dublin. "O fato da Irlanda dispor de um plano de ajuda significativo acalma os temores, reduz a incerteza e reforça a confiança dos mercados", afirmou o ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

"É sem dúvida alguma um fato positivo para a estabilidade da zona euro", completou. Apesar dos elogios, o ministro não fez qualquer menção à possibilidade de Portugal também solicitar uma ajuda externa para evitar um risco de falência.

O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, confirmou no domingo que seu país solicitou um pedido de ajuda financeira internacional de bilhões de euros, que recebeu a aprovação dos ministros das Finanças da UE e do FMI. "Posso confirmar que o governo fez uma solicitação à União Europeia e ela foi aceita", disse Cowen em uma coletiva de imprensa. O chefe de governo irlandês não informou o valor exato da ajuda solicitada, mas anunciou que o atual percentual de tributação, de 12,5%, um dos menores do mundo, não será modificado.

O ministro belga das Finanças, Didier Reynders, cujo país detém a presidência rotativa da UE, confirmou pouco antes em Bruxelas um acordo europeu para apoiar a Irlanda, e informou que a ajuda será de "menos de 100 bilhões de euros".

Entenda
Países como Irlanda e Portugal vivem situação preocupante, e não se sabe se conseguirão lidar com seus deficits sem a ajuda de fundos da União Europeia. A necessidade de financiamento público da Irlanda está garantida até meados de 2011, mas os bancos auxiliados pelo Estado estão quase sem acesso a empréstimos interbancários, dependendo do Banco Central Europeu para obter fundos. Isso ajudou a elevar os custos de financiamento de países periféricos da zona do euro, como Espanha e Portugal.

Por enquanto, o governo irlandês calculou o resgate do sistema financeiro em cerca de 50 bilhões de euros (US$ 68,4 bilhões), o que poderá elevar o déficit público em 2010 para 32% do Produto Interno Bruto (PIB). A Irlanda enfrenta pressão do Banco Central Europeu e de países da zona do euro para tomar uma decisão rápida em meio a sinais de que o contágio do mercado está chegando a Portugal, podendo afetar outros Estados maiores. O governo irlandês disse estar negociando maneiras de estabilizar seus bancos e suas finanças e negou que um resgate estatal seja necessário para impedir o contágio de seus problemas em outros países.

O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, disse ao Financial Times que há um risco enorme de que seu país seja obrigado a buscar ajuda internacional, pois os mercados estão considerando Grécia, Irlanda e Portugal como um único conjunto.
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Fonte:
Terra.com.br

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