Valor do endividamento mato-grossense atualizado deve ser divulgado na próxima quarta-feira

Publicado em 24/03/2011 08:59 226 exibições
Na próxima quarta-feira, dia 30, a Casa Civil e representantes das associações de produtores apresentarão à equipe técnica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) os números do endividamento rural, atualmente devido pelos produtores mato-grossense. A cifra que está sendo atualizada, segundo o deputado estadual Neri Geller, remonta débitos oriundos desde 2004. O objetivo é que por meios dos dados haja um escalonamento do saldo devedor que permita revitalizar a atividade no Estado, que é o segundo maior produtor de grãos do Brasil na safra 10/11.

Nesta semana, o secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, se reuniu com o deputado e líderes do segmento para tratar do assunto. Na ocasião, os representantes do setor agrícola ressaltaram o risco do agronegócio mato-grossense se tornar um monopólio nas mãos de empresas multinacionais. “O governo do Estado tem trabalhado para solucionar o endividamento agrícola dos produtores”, frisou Éder.

Geller lembrou que o endividamento teve início com as fortes chuvas de 2004. “No ano seguinte, quando se esperava uma recuperação, houve o surgimento das pragas, da ferrugem asiática e da mosca-branca. Já em 2006, os preços despencaram por causa da variação cambial, e desde então os produtores estão endividados e descapitalizados”.

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Diário de Cuiabá

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Enquanto o MT faz as contas da sua dívida, Saiu o relatório do Tesouro Nacional de fevereiro: a dívida pública total, interna e externa, somou R$ 1,670 tri ao final de fevereiro, valor 2,63% maior que o de janeiro (R$ 1,620 tri). Para todo o ano, segundo o Tesouro, a dívida pública ensaia crescer até R$ 236 bi, somando R$ 1,930 tri.

    A dívida pública mobiliária federal interna cresceu 2,82% sobre janeiro e foi a R$ 1,586 tri. O aumento tem a ver com a emissão líquida de títulos, no valor de R$ 27,25 bi, e com a incorporação de juros, de R$ 16,238 bi.

    E a dívida externa recuou 0,81%, passando de R$ 86,490 bi a R$ 85,790 bi, ou seja, US$ 51,640 bi. Segundo o Banco Central, a posição das reservas internacionais do país em 22 de março era de US$ 316,326 bi. Ou 6 x 1.

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