Exportações de couros contabilizaram US$ 191 milhões em março

Publicado em 20/04/2011 07:44 212 exibições
As exportações brasileiras de couros registraram US$ 191 milhões em março, embarcando 37,22 milhões de quilos no período. A receita representa um aumento de 18% em relação a fevereiro deste ano e de 19% em comparação ao mesmo mês de 2010, conforme cálculos do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), baseado no balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Já o total acumulado no primeiro trimestre, de US$ 493,81 milhões, foi o melhor dos últimos dois anos (crescimento de 25% em relação a 2010 e de 117% ante 2009), mas ainda está 7% abaixo do apurado no mesmo período em 2008, ano da crise internacional. “O desempenho da indústria continua sofrendo os terríveis efeitos da crise cambial, fato reconhecido pelo próprio governo”, adverte o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich.
A crise cambial, de outra parte, vem sendo agravada pelos efeitos do conhecido Custo Brasil: altos impostos, elevadas taxas de juros e de contribuições sociais, excessiva burocracia, falta de crédito para capital de giro, e o ‘apagão logístico’, que emperra as operações de transporte, observa o executivo.

A despeito destas adversidades, Goerlich destaca o empenho da indústria brasileira do couro para manter mercados duramente conquistados, ou mesmo aumentar a participação do couro brasileiro nos negócios internacionais, principalmente no segmento de produtos de maior valor adicionado.

Como exemplo, o presidente do CICB cita ações como o programa Brazilian Leather, realizado em associação com a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, que difunde e valoriza a qualidade do couro nacional em eventos, feiras e missões. A participação de curtumes brasileiros em recentes feiras, na China e na Itália, que contou com o apoio do CICB, ilustra o esforço da entidade.

Paralelamente, a entidade promove atividades para difundir o Brasil como um player de peso no setor internacional, a exemplo do II Fórum Internacional de Couro, realizado durante a Couromoda, e os preparativos para o I Congresso Mundial do couro, que está programado para novembro deste ano, em paralelo ao 4º. Congresso Mundial do Calçado, no Rio de Janeiro, salienta o presidente do CICB.

China e Hong Kong, Itália e Estados Unidos continuam sendo os principais destinos do couro nacional; Brasil também aumenta embarques para Coréia do Sul, Formosa, Portugal e Hungria

De janeiro a março deste ano, os principais mercados do couro brasileiro foram a China e Hong Kong, com US$ 151,13 milhões (30,6% de participação e aumento de 14%); Itália, com US$ 108,93 milhões (22,1% de participação e elevação de 13%); Estados Unidos, com US$ 56,15 milhões (11,4% e crescimento de 36%); e Coréia do Sul, com US$ 18,3 milhões (3,7% e 151%).

Neste primeiro trimestre, Alemanha (US$ 17,25 milhões, aumento de 34%), México (US$ 16,85 milhões, incremento de 40%), Vietnã (US$ 11,17 milhões, elevação de 29%), Taiwan (Formosa, US$ 10,57 milhões, 88%) e Indonésia (US$ 9,76 milhões, 40%) foram importantes destinos das exportações brasileiras.

Entre outros países que aumentaram as aquisições do produto nacional figuram a Holanda (US$ 9,51 milhões, 31%), Noruega (US$ 9,12 milhões, 88%), Portugal (US$ 7,46 milhões, 125%), África do Sul (US$ 6,72 milhões, 33%) e Hungria (US$ 5,38 milhões, 208%).

Ranking dos estados exportadores de janeiro a março de 2011

O Relatório do CICB informa que o balanço das vendas externas de couros dos estados brasileiros no primeiro trimestre, em relação ao acumulado do ano passado destaca a liderança de São Paulo como maior exportador nacional (US$ 116 milhões), seguido pelo Rio Grande do Sul (US$ 115,45 milhões), Paraná (US$ 56,17 milhões) e Ceará (US$ 43,53 milhões).

Os demais estados no ranking nacional são Goiás (US$ 30,32 milhões), Bahia (US$ 29,87 milhões), Minas Gerais (US$ 27,44 milhões), Mato Grosso do Sul (US$ 21,6 milhões), Mato Grosso (US$ 20,58 milhões) e Santa Catarina (US$ 9,95 milhões).

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CICB

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