Grãos: Conab estima safra brasileira em 161,5 milhões de toneladas

Publicado em 08/06/2011 09:17 526 exibições
A boa influência do clima e a ampliação das áreas de cultivo de algodão, feijão, soja e arroz fizeram com que a previsão da safra de grãos 2010/2011 fosse revista mais uma vez para cima, com expectativa de colheita de 161,5 milhões de toneladas. Os números, divulgados hoje (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são do nono levantamento da safra.

Em relação à safra 2009/2010, quando foram colhidas 149,2 milhões de toneladas de grãos, houve crescimento de 8,2% (12,2 milhões de toneladas) e, na comparação com o oitavo levantamento, divulgado há um mês, o aumento foi de 1,25%, ou cerca de 2 milhões de toneladas. A área cultivada, entre o ciclo passado e o atual, teve expansão de 3,8% (1,82 milhão de hectares), atingindo 49,2 milhões de hectares.

Somente a área de algodão passou de 836 mil hectares para 1,39 milhão de hectares, um aumento de 66,4%, influenciado principalmente pela recuperação dos preços internacionais. Com isso, a produção deve passar das 800 mil toneladas de pluma da safra passada para 2 milhões de toneladas nesta. A área de feijão deve crescer 7,1%, passando de 3,6 milhões para 3,9 milhões de hectares, tendo como resultado aumento de 14,3% na produção, que pode chegar a 3,8 milhões de toneladas.

A área de soja, com aumento de 2,9%, passou de 23,4 milhões para 24,1 milhões de hectares, com impacto positivo de 9,2% (6,3 milhões de toneladas) sobre a produção, que chegou a 75 milhões de toneladas, com sua colheita já concluída. O arroz, um dos poucos produtos alimentícios com preços em baixa, teve aumento de área de 3,6%, chegando a 2,86 milhões de hectares, e da produção em 18,4%, passando de 11,7 milhões de toneladas na safra passada para 13,8 milhões na atual, superando em 1 milhão de toneladas a demanda interna anual do país.

Os técnicos da Conab fizeram a pesquisa entre os dias 16 e 21 de abril consultando representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, e de parte da Região Norte. Na próxima semana, o governo lançará o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, detalhando as linhas de financiamento para os R$ 107 bilhões destinados à agricultura empresarial e os R$ 16 bilhões para a agricultura familiar.

Produção de grãos chega a 161 milhões de toneladas
 
A produção nacional de grãos para a safra 2010/2011 deve ser de 161,5 milhões de toneladas. Os números são do nono levantamento realizado pela Conab e divulgado nesta quarta-feira (8), em Brasília.

Os números confirmam o recorde já anunciado, com um aumento de 8,2% ou cerca de 12,2 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. A produção cresceu 1,25% ou o equivalente a 2 milhões de toneladas, comparada ao último levantamento, realizado em maio. Também a área cultivada cresceu, com um aumento de 3,8%, atingindo 49,2 milhões de hectares, ou seja, 1,82 milhões de ha a mais que em 2009/10, quando chegou a 47,4 milhões de ha .

As ampliações das áreas de cultivo do algodão, do feijão 1ª e 2ª safras, da soja e do arroz foram os principais responsáveis pelo crescimento, juntamente com a boa influência do clima sobre o desenvolvimento das plantas.

Algodão – Teve o maior crescimento percentual em área (1,39 milhão de ha), com cerca de 66,4% a mais que no ano passado (836 mil ha). A produção deve chegar a 2 milhões de toneladas de pluma, ou seja, cerca de 800 mil t a mais que o número do levantamento anterior (1,2 milhão de t).

Feijão -  A área deverá crescer 7,1%, chegando a 3,9 milhões de hectares contra 3,6 milhões de ha no ano passado. Já a produção eleva-se em 14,3 %, podendo alcançar 3,8 milhões de toneladas. A área da 1ª safra é de 1,4 milhão de hectares, enquanto que a da 2ª safra deverá atingir 1,7 milhão de ha e a da 3ª safra, 771 mil ha.

Soja – O aumento de área foi de 2,9 %. Saiu dos 20,4 milhões de hectares para 24,1 milhões de ha, enquanto que a produção cresceu 9,2%, subindo para 75 milhões de toneladas. A colheita do grão está encerrada.

Arroz – A área elevou-se em 3,6%, devendo chegar a 2,86 milhões de hectares, assim como a produção que apresenta um aumento de 18,4%, ampliando para 13,8 milhões de toneladas a safra anterior que foi de 11,7 milhões de t.

Milho - No caso do milho total, a produção deverá ser de 56,7 milhões de toneladas,  pouco acima da safra passada, quando atingiu 56 milhões de t. Para o milho 2ª safra, a estimativa é de semear 5,7 milhões de hectares, ou seja, um aumento de  8,8%, devendo, no entanto, produzir 21,7 milhões de toneladas.

Canola - Outra cultura de inverno em destaque é a canola que, nesta safra, deve ter um cultivo de 89 mil hectares, com um aumento de 11,4% sobre a área anterior que foi de 80 mil ha. A produção esperada é de 290,8 mil toneladas, 15% a mais que na safra anterior (252,9 mil t). O cultivo é realizado sobretudo no Sul do país.

Trigo - Por outro lado, o trigo deve diminuir em 4,3% a área de 2,1 milhões de hectares anteriores, chegando a 2 milhões de ha. A produção deve ser de 5,4 milhões de toneladas, com uma redução de 7,6% sobre a anterior (5,9 milhões de t). As variedades mais semeadas neste ano são as destinadas à panificação.

A pesquisa foi realizada por técnicos, no período de 16 a 21 de abril, quando foram consultados representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste,  Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da região Norte.

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Fonte:
Agência Brasil + Conab

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Não deixe se levar pela falsa impressão de que o Brasil cultiva 49 milhões e 200 mil hectares com grãos como diz nesta noticia. Esta é a soma de todas as lavouras, muitas delas plantas duas vezes e algumas até três no mesmo local. A área fisica ocupada pelas lavouras do levantamento mal passa de 37 milhões de hectares. Eles "somam" trigo com soja, feijão com milho safrinha e assim por diante. No Brasil Central há muitas áreas irrigadas, plantadas várias vezes ao longo do ano. A noticia também informa MAL, o levantamento ocorreu em maio e não em abril. Para quem tem costume de mentir como muitos jornalistas, isto não faz a menor diferença.

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