Federarroz busca entendimento sobre prorrogações nos bancos

Publicado em 10/06/2011 09:52 357 exibições
Encontro com superintendências regionais garante flexibilização das instituições financeiras.
Representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) conseguiram nesta quinta-feira a garantia de que o vencimento dos financiamentos de custeio da safra serão prorrogados pelas instituições financeiras. O presidente da Federarroz, Renato Rocha, acompanhado do vice-presidente da Planície Costeira Interna Daire Coutinho e do diretor-técnico José Carlos Gross, cumpriu uma extensa agenda de reuniões nesta quinta-feira com representantes dos bancos. Ele considerou satisfatórias as posições.

Segundo Rocha, o Banco do Brasil confirmou o adiamento do vencimento das parcelas de custeio, já anunciado esta semana, e também informou que aceitará receber os valores com os créditos dos contratos de opções públicas. O superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, José Carlos Reis da Silva, confirmou que nos próximos dias sairá uma orientação neste sentido. Foi solicitado ainda que fossem unificados os vencimentos dos custeios para 20/07.

No Banrisul, os representantes da Federarroz foram recebidos pelo superintendente de crédito rural, Carlos Barbieri, que informou em primeira mão que nos próximos dias o banco gaúcho deverá lançar uma carta-circular autorizando o adiamento do custeio, mas os termos ainda estão sendo definidos. No caso do Sicredi-RS, a Central do sistema cooperativa de crédito deverá orientar às regionais das regiões arrozeiras para aceitarem a prorrogação até o final de outubro mediante a apresentação de recibo de depósito. A notícia foi dada aos dirigentes da Federarroz pelo presidente do sistema Orlando Borges Müller, que ainda solicitou a entidade que informasse as agências onde estão havendo dificuldades na referida prorrogação.

A Federarroz, no entanto, alerta aos produtores que devem procurar as agências para acessar as medidas. “Enquanto isto seguiremos pressionando o governo federal por uma determinação única, que formalize a prorrogação, os bancos no Rio Grande do Sul estão sendo sensíveis à realidade dos produtores”, frisa Renato Rocha. Ainda segundo ele, essa medida reduz a pressão de oferta do arroz nos próximos meses, o que ajudará a recuperar os preços.

A entidade sugere ainda aos produtores que estão sendo pressionados pelos bancos para o pagamento dos investimentos no presente, e sendo os recursos oriundos do BNDES, que se valham da resolução 3.772/2009 do BACEN que possibilita a prorrogação da parcela 2011, para um ano após o final do contrato ou diluída no saldo devedor, desde que comprovada a incapacidade de pagamento.

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Federarroz

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