A Petrobrás quer estatizar todo o biodiesel brasileiro, por Polibio Braga

Publicado em 05/07/2011 19:23 335 exibições



No ano passado, o editor deste Blog ouviu o seguinte comentário de um importante assessor da Petrobrás Biodiesel (o presidente é o ex-vice-governador gaúcho, Miguel Rosseto):

- Nós (a Petrobrás) perdemos o álcool, mas não vamos perder o biodiesel.

. A compra de 50% da Bsbios, primeiro na unidade de Marialva, Paraná, e depois a de Passo Fundo, cada uma por R$ 200 milhões, demonstra que Miguel Rosseto está com sede, vai veloz e tem caixa sem fundo. A estatal que preside já é a maior operadora do Brasil.

. O RS lidera os empreendimentos da área.

. Em setembro, o grupo Bianchini inaugurará outra usina de biodiesel, a maior do Brasil, em Canoas.

. O Estado tem muito interesse na ampliação desse mercado, porque o principal insumo para a produção de biodiesel é a soja. 

No Brasil, dos 30 milhões de toneladas de soja esmagadas, sobre a produção total de 68 milhões, saem 5,5 milhões de toneladas de óleo, 2,4 milhões dos quais são de biodiesel.

- O interesse da Petrobrás Biodiesel (Miguel Rosseto, membro da DS do PT, setor bastante à esquerda do restante do Partido) é enfeixar mais poderes políticos e econômicos nas suas mãos. O mundo precisa desesperadamente de energias limpas e renováveis, até porque a energia derivada do petróleo e do carvão dá sinal de esgotamento para daqui a poucas décadas. O jogo começa agora.


O Banco Central e o próprio mercado ficham 4%

- Sobre a atual política econômica do governo, se é que se pode chamar assim o que o governo faz na área: 

1) O governo continua empenhado em reduzir a inflação e para isto tem adotado política monetária restritiva, sem demonstrar a mesma vontade política para apertar o cinto na política fiscal e desatar os nós que constrangem sua política cambial. 

2) A iminência de forte turbulência no front externo, decorrente do desatino fiscal em vários países europeus, não parece fornecer sentido de urgência a medidas preventivas por parte do governo brasileiro, o que deveria ser singularmente assustador para os agentes econômicos.

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Fonte:
Blog Polibio Braga

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