Clima seco inibe registro da ferrugem na soja de MT

Publicado em 25/07/2011 10:44 261 exibições
Pouco mais de um mês após início do vazio sanitário, nenhuma propriedade foi notificada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT). Período restritivo ao plantio da oleaginosa se mantém até 15 de setembro.

Coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT), Carlos Roberto Gomes Ferraz, afirma que situação segue dentro da normalidade. "Relatórios (de vistoria das propriedades) começarão a chegar só em meados de agosto". Por enquanto, cerca de 40 agrônomos estão em campo. Ferraz lembra que se for identificada presença de tigueras nas propriedades ou mesmo plantio deliberado, as propriedades serão autuadas.

No segundo caso, se as plantas não forem destruídas, agentes do Indea providenciam a destruição da lavoura. Desde que o vazio sanitário foi adotado em Mato Grosso, lembra o coordenador do Indea, apenas 2 casos de plantio deliberado foram registrados. "Produtor está tomando consciência", diz o gerente técnico da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas. De acordo com entidade, há 5 mil sojicultores no Estado.

Para facilitar identificação e evitar riscos à lavoura é necessário que os produtores comuniquem ao órgão de defesa a presença de plantas vivas nas propriedades. "Por enquanto não temos ainda problemas mais sérios". Além de Mato Grosso, a proibição de soja durante entressafra se estende a Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Bahia e Paraná.

Controle é feito porque a semeadura de soja irrigada ou mesmo a presença da soja voluntária favorece a permanência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A restrição foi implantada pela primeira vez no Brasil em Mato Grosso, Goiás e Tocantins, em 2006. No ano seguinte foi adotado pelos demais estados.

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Gazeta Digital

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