Novas denúncias contra Wagner Rossi: Leilões de milho feitos pela Conab incluem pagamento à empresa fantasma de Mogi Mirim (SP)

Publicado em 14/08/2011 19:35 1224 exibições

Ministério da Agricultura pagou R$ 6,5 milhões a empresa em nome de laranjas

Por Breno Costa, na Folha:
O Ministério da Agricultura pagou R$ 6,5 milhões neste ano para uma empresa registrada em nome de laranjas e com sede de fachada. Com um ano e dois meses de atividade, a Commerce Comércio de Grãos Ltda. está entre as dez empresas que mais receberam dinheiro do ministério em 2011, ficando atrás apenas de gigantes do setor de alimentos como a Bunge, Cargill e Amaggi. Os pagamentos foram feitos entre fevereiro e maio como prêmio pela compra de milho de produtores rurais feita pela Commerce. Esse é um incentivo dado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), por meio de leilões, para evitar o acúmulo de estoques quando o preço de mercado está abaixo do mínimo definido pelo governo.

O responsável pela liberação do pagamento é o superintendente de Operações Comerciais da Conab, João Paulo de Moraes Filho, funcionário de carreira do órgão e içado ao posto quando o hoje ministro Wagner Rossi (PMDB) presidia a Conab. Moraes Filho virou homem de confiança de Rossi, a ponto de seu nome ter sido defendido pelo ministro, este ano, para ocupar cargo estratégico de secretário de Política Agrícola da pasta. A sede da Commerce registrada na Receita e na Junta Comercial de São Paulo é um sobrado residencial em Mogi Mirim (164 km de São Paulo), sem qualquer identificação da empresa.

Um casal com duas crianças vive no imóvel. A mulher, Rosemary Daniel de Oliveira, falou com a Folha num pequeno escritório dentro da casa e disse cuidar da “parte fiscal” da Commerce. Ela não soube informar o faturamento da empresa e disse ignorar os pagamentos do governo federal. Os sócios registrados na Junta Comercial, Márcio Maldo de Pinho e Ivanilson Rufino, com 50% de participação cada, vivem em casas simples, em bairros da periferia de Belo Horizonte. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

“Sócio” diz que dinheiro é “achado de Deus”, e Conab nega irregularidade

Na Folha::
Um dos sócios da Commerce Comércio de Grãos, Ivanilson de Carvalho Rufino, disse que os R$ 6,5 milhões recebidos do Ministério da Agricultura foram “um achado de Deus”, obtidos pelos méritos da empresa, “com luta, com trabalho”. “Faço negócios com eles [irmãos Stein Pena], só negócios”, disse à Folha. “Quem dera [ser laranja]. Eles são ricos, eu sou pobre.” Rufino se recusou a dar detalhes sobre a Commerce. Questionado se ele era dono ou apenas funcionário da empresa, respondeu: “Isso não é da sua conta”. O contato com Rufino foi feito por telefone. Antes, a Folha tentou localizá-lo em casa, na periferia de Belo Horizonte, mas ele não estava. Sua irmã disse que o irmão trabalha há dez anos em um grupo de empresas de grãos. Segundo ela, Rufino atua como “gerente de transportes”.
Márcio Pinho também negou ser laranja, mas estava na Spasso Empreendimentos, empresa dos irmãos Stein Pena, quando atendeu a reportagem, por telefone. “”Aqui não exerço função nenhuma, não. Vim aqui para ver coisa comercial.”

O superintendente de Operações Comerciais da Conab, João Paulo de Moraes Filho, disse que a Commerce executou os serviços. Ele afirmou que os requisitos para uma empresa participar do leilão são que ela esteja “legalmente constituída” e sem restrições nos cadastros de inadimplência e de fornecedores do governo. Contatados desde terça-feira, os irmãos Stein não responderam até a conclusão desta edição.

Por Reinaldo Azevedo

A casa de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto: propriedade avaliada em 9 milhões de reais

A casa de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto: propriedade avaliada em 9 milhões de reais

Na VEJA.com:
O ministro Wagner Rossi, da Agricultura, gastou a semana passada tentando convencer a presidente Dilma Rousseff e o Brasil inteiro de que não tinha ligações com as interferências do lobista Júlio Fróes nos negócios da pasta que comanda, como havia sido revelado por VEJA. Apesar da demissão de Milton Ortolan, segundo na hierarquia e seu braço direito há 25 anos, e das provas de que Fróes tinha sala dentro da Comissão de Licitações da Agricultura, Rossi posava de marido traído. Chamado ao Congresso para dar explicações, disse que Ortolan era ingênuo, e que ele, como ministro, não podia controlar a portaria do ministério para impedir a entrada de Fróes. Sobreviveu uma semana, mas vai precisar de muito mais do que frases de efeito se quiser continuar na cadeira de ministro.

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam.

A primeira história relatada por VEJA remonta ao tempo em que Rossi presidia a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, vinculada ao ministério da Agricultura. No final de 2007, a estatal doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, então comandada por Ricardo Coutinho, do PSB, hoje governador da Paraíba. O feijão deveria ser distribuído entre famílias de baixa renda, mas como havia uma eleição municipal em 2008, o prefeito decidiu guardar parte do estoque. Funcionário da Conab há 25 anos, Walter Bastos de Moura descobriu a irregularidade e a denunciou diretamente a Wagner Rossi, em abril de 2008. Rossi prometeu tomar providências.

Como nada aconteceu, Walter Bastos passou a vigiar a mercadoria estocada. Em setembro, a poucos dias eleição, ele recebeu a informação de que o feijão seria enfim distribuído e acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Para evitar o flagrante, diz ele, a prefeitura decidiu sumir com as provas e despejou 8 toneladas de feijão no aterro sanitário de João Pessoa. A cena do lixão inundado por grãos foi registrada em vídeo (clique aqui para assistir)

A história chegou a ser explorada como denúncia contra o prefeito, mas era muito mais grave: tratava-se de um flagrante do uso político da Conab para favorecer aliados do governo federal. Num acesso de sinceridade, o ex-presidente da empresa Alexandre Magno Franco de Aguiar, que sucedeu Rossi na empresa e hoje é seu assessor especial no ministério, confessou a VEJA que o próprio Rossi usou o expediente de distribuir alimentos para conseguir votos, inclusive para favorecer eleitoralmente o filho, Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do diretório do PMDB de São Paulo.

Já no cargo de ministro da Agricultura, para o qual foi nomeado em março de 2010 por Lula, Rossi não tardou a implantar seu método de lidar com a coisa pública. Em 8 de dezembro do ano passado, a Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura estava reunida para abrir as propostas técnicas de quatro empresas que disputavam um contrato para prestar serviços de comunicação à pasta. Um dos representantes de empresas ali presente fez uma denúncia grave. Disse, em alto e bom som, que aquilo era um jogo de cartas marcadas e que já estava acertado um “pagamento de 2 milhões de reais ao oitavo andar”. No oitavo andar, fica o gabinete do ministro.

O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta. Até a semana passada, era a poderosa secretária-executiva do ministério. Trabalhava diretamente com Milton Ortolan, demitido horas após a última edição de VEJA chegar às bancas com as revelações sobre Júlio Fróes.

Não bastassem as suspeitas que rondam seu gabinete na Agricultura, o ministro ainda deve esclarecimentos sobre sua atuação na Companhia Docas de São Paulo (Codesp), cargo ao qual chegou também pelas mãos do amigo Michel Temer. Quando presidia a Codesp, uma estatal, Rossi descobriu que empresas contratadas pelo Porto de Santos deviam 126 milhões de reais à Previdência. Em vez de exigir que acertassem as contas, decidiu pagar ele mesmo a fatura - com dinheiro público da Codesp, é claro. A lista de beneficiários do dinheiro público inclui 99 empresas privadas que jamais quitaram os débitos assumidos pela estatal. Em 2005, seis anos depois do acordo, apenas 20.000 reais haviam sido ressarcidos à empresa.

Amigo há 50 anos e leal servidor do vice-presidente Michel Temer, Wagner Rossi entrou para a política em 1982, quando concorreu pela primeira-vez a deputado federal. Até então, levava uma vida modesta de professor universitário. Morava em uma casa de classe média em Ribeirão Preto, tinha uma Kombi, uma Belina e um Fusca Laranja, com o qual fez a campanha. “Ele não tinha dinheiro nem para bancar os santinhos”, lembra João Gilberto Sampaio, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Depois de dois mandatos como deputado estadual, dois como deputado federal, a presidência da Codesp, da Conab e dois anos como ministro (funções cujo salário máximo é de 26 mil reais), sua ascensão patrimonial impressiona.

O homem do fusca laranja e sua família são, hoje, proprietários de empresas, emissoras de rádios, casas e fazendas. Wagner Rossi mora numa das casas mais espetaculares de Ribeirão Preto, no alto de uma colina, cercada por um bosque luxuriante, numa área de 400 mil metros quadrados. Adquirida em 1996, quando ele era deputado, a mansão é avaliada hoje em 9 milhões de reais. Tudo, nas palavras do ministro, conquistado com o esforço de 50 anos de trabalho e uma herança recebida.

Post pubicado originalmente às 10h53 deste sábado
Por Reinaldo Azevedo

Rossi reage a reportagem de VEJA e emite uma nota. Então vamos conversar a respeito

Reportagem de capa da VEJA desta semana reconstitui a trajetória pública do agora ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e registra a evolução de seu patrimônio privado. Ele emitiu uma nota, que transcrevo abaixo. Comento depois:

“Na quinta-feira e sexta-feira, repórteres da revista Veja encaminharam perguntas, cobrando explicações sobre meu patrimônio pessoal, listando supostas irregularidades em empresas estatais em que fui diretor, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), além questionar uma licitação no Ministério da Agricultura.

Encaminhei as respostas que estão transcritas abaixo. Todas as perguntas enviadas a mim na quinta-feira foram respondidas em menos de 24 horas. Nada, porém, foi aproveitado por repórteres e editores. Agora, pela terceira semana consecutiva, sou obrigado a me explicar.

A informação de que eu teria pedido “propina” de R$ 2 milhões numa licitação, cujo contrato para a prestação de serviços era de R$ 2,9 milhões, fere a lógica e o bom-senso. Pior. É lançada sem qualquer prova ou indício de materialidade. Nem o valor da licitação, que foi anulada por erro de quem estaria fazendo as denúncias agora, é destacado pela revista. Os repórteres baseiam-se na declaração de um funcionário que perdeu a função pública por uma ilegalidade cometida e admitida por ele mesmo.

Mas a lógica não parece nortear os diretores de jornalismo da editora Abril.

Ouvir o outro lado, um princípio basilar do jornalismo, não existe para a revista Veja. Essa é mais uma campanha orquestrada com interesses políticos. Não querem apenas desconstruir minha credibilidade ou acabar com minha imagem, mas destruir a aliança política vitoriosa nas urnas em outubro do ano passado. As acusações são levianas.

Isso não é jornalismo. É assassinato de reputação.

Vou pedir à Justiça o direito de resposta.

Comento
Não falo pela VEJA  e pela Abril, obviamente, já que não tenho mandato para isso. Escrevo como jornalista e leitor. Entendo os motivos por que Rossi não gostou da reportagem, que está recheada de fatos, como ele sabe muito bem. Noto que, em nenhum momento, a revista o acusou, por exemplo, de oferecer propina a um subordinado para que este se calasse sobre ilegalidades no governo. Mas Oscar Jucá, ex-diretor da Conab, disse com todas as letras que o ministro lhe ofereceu capilé, grana, bufunfa para se calar. E o agora muito ofendido Rossi decidiu que não vai processar seu acusador. Rossi não gosta, pelo visto, de quem noticia essas coisas.

É compreensível que esteja chateado com a revista. Foi VEJA quem denunciou a cleptocracia que tomava conta do Ministério dos Transportes. Caíram 23 pessoas, incluindo o ministro. Foi VEJA quem denunciou o pagamento de R$ 8 milhões que a Conab faria a uma empresa fantasma, que resultou na queda de Oscar Jucá. Foi VEJA quem denunciou que um lobista, ex-traficante de drogas, tinha uma sala no Ministério da Agricultura e redigia contratos dos quais era beneficiário, o que resultou na queda de Milton Ortolan, braço-direito de Rossi. Recuando um pouco, foi VEJA quem acabou deixando Antonio Palocci sem saída ao noticiar a estranha teia de “proprietários” do apartamento de luxo que ele aluga em São Paulo…

Isso indica, creio, a lógica daqueles que ele chama “diretores de jornalismo da Editora Abril”:  é a lógica da decência. Rossi tem algo contra?

“Assassinato de reputação” é uma expressão manjada de alguns blogs sujos, financiados com dinheiro público. O ministro precisa melhorar a qualidade das  suas referências de bom jornalismo. Até porque, naquele caso, alegam ter tido a reputação assassinada os que não tinham reputação — a não ser a má — a defender.

O ainda ministro (!) diz que, desta feita, vai fazer o que não fez contra Oscar Jucá: recorrer à Justiça! É um direito dele e de todo cidadão que se sente agravado. Estranho é que não o tenha feito contra o irmão de Romero Jucá, não é mesmo?

Rossi deveria ser grato ao jornalismo da VEJA, ora essa! Com duas reportagens sobre a sua pasta, a revista impediu que R$ 8 milhões fossem pelo ralo da corrupção e livrou o ministério de um lobista e ex-traficante. É bem verdade que seu secretário-executivo  acabou caindo junto… Certamente não será por ações como essa que o ministro expressa sua contrariedade com a revista, certo?

Post publicado originalmente às 19h11 de sábado
Por Reinaldo Azevedo

Também o ministro Wagner Rossi tem em casa os seus “Ronaldinhos”, como o Apedeuta

Entrou para a história a resposta que Lula deu sobre o fantástico desempenho empresarial de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, que era monitor de Jardim Zoológico antes de o pai ser presidente. Um dia a Telemar, hoje Oi, injetou R$ 5 milhões da Gamecorp, e nascia, então, um próspero empresário. Ao responder aos críticos, o Apedeuta afirmou que tinha um “Ronaldinho” na família, sugerindo que o rapaz era mesmo um craque. Nota: a empresa é concessionária de serviço público, da qual o BNDES é sócio. Os Lulas da Silva já estão na terceira geração de gênios. A mesma Oi decidiu patrocinar, com incentivo da Lei Rouanet (nós pagamos) o grupo de teatro a que pertence Bia Lula, neta do Babalorixá. A falta de escrúpulos no país é uma megera indomada.

Muito bem! Venceslau Borlina Filho e Leandro Martins informam na Folha Online que também Wagner Rossi tem Ronaldinhos em casa. Sim, o ministro da Agricultura, aquele… Leiam a reportagem. Volto em seguida.
*
Donos de uma produtora em Ribeirão Preto, dois dos cinco filhos do ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), estão faturando com a produção de filmes para prefeituras. A empresa A Ilha Produção foi a autora de vídeos de propaganda para ao menos seis municípios em contratos intermediados por uma única agência. Nos seis casos, a produtora aparece como “terceirizada” da agência Versão BR, também de Ribeirão, que venceu as licitações.

A Ilha tem como sócios Paulo Luciano Tenuto Rossi, filho do ministro, e Vanessa da Cunha Rossi, mulher do deputado estadual Baleia Rossi, presidente do PMDB no Estado. Quando a produtora foi fundada, em 1997, Baleia aparecia como sócio. Em 2003, no início de seu primeiro mandato como deputado, ele se retirou da sociedade e passou a parte para a mulher. Porém, em documento entregue à Justiça Eleitoral na eleição de 2010, Baleia declarou entre os seus bens as cotas de capital na empresa, em nome de Vanessa. A Constituição proíbe parlamentares de contratar com órgãos públicos, sob pena de perda do mandato.

Mas, na prática, a produtora dos filhos do ministro vem atuando de forma terceirizada para prefeituras. Produziu recentemente para Americana, Altinópolis, Bragança Paulista, Ibitinga, Valinhos e Sertãozinho. Em todos os casos, o vínculo oficial das prefeituras é com a Versão BR, que administra ao menos R$ 23,6 milhões em verbas publicitárias dos seis locais. O maior contrato é o assinado com a Prefeitura de Americana, de R$ 14,1 milhões.

Para o especialista em licitações Paulo Boselli, professor da Fatec especializado em direito administrativo e auditoria governamental, o veto constitucional aos contratos de empresas de parlamentares com o poder público vale mesmo em “terceirizações”.

Outro lado 
Baleia disse que, após transferir sua parte para a mulher, se afastou “totalmente” da empresa e nunca teve “função executiva” na A Ilha. Porém, em registros da empresa na Junta Comercial do Estado, ele aparece por um período na função de “sócio-administrador” da empresa. Ainda por e-mail, disse que nunca usou de influência política para beneficiar a empresa.

Já o irmão do deputado, Paulo Luciano, também por e-mail, reafirmou que a produtora nunca participou de licitações públicas e que Baleia nunca teve função executiva. Além do caso da Versão BR, ele cita outras cinco agências por meio das quais A Ilha fez vídeos publicitários para prefeituras de Franca, Barueri e Ribeirão Preto. Já o sócio-diretor da Versão BR, Gustavo Henrique Teixeira de Castro, disse por e-mail que a relação com a A Ilha é só comercial. As prefeituras afirmam que todos os negócios estão dentro da lei.

Voltei
Então… Tudo dentro da lei! Basta passar as cotas  para o nome da mulher, e tudo fica certo. É evidente que não se pode proibir a mulher, marido ou filho de políticos de tocar seus próprios negócios, suas empresas etc e tal. Desde que não lidem com dinheiro público. E a lei a respeito desse assunto é bastante clara. Por isso mesmo, nota-se que a “A Ilha” entra na operação de modo triangulado: outra empresa vence a concorrência e contrata os filhos do ministro. Simples, não é mesmo?

Eis aí. Dilma agora decidiu — por necessidade ou boniteza, tanto faz — que Wagner Rossi é o seu homem “imexível”. Entrou naquele delírio de fortalecê-lo quanto mais evidências aparecem contra ele, o que a torna cúmplice política de seus métodos.

Por Reinaldo Azevedo


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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo

1 comentário

  • Vacir P. DeOliveira olathe ks usa - MG

    Esta e realmente uma republica das bananas.

    Alibaba e seus 40 ladroes estao roxos de inveja.

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