Agricultores familiares investem em colheitadeiras com apoio do programa Mais Alimentos

Publicado em 30/08/2011 07:37 420 exibições
Após comprar tratores e implementos agrícolas, os agricultores familiares começam a completar o ciclo de mecanização agrícola com a aquisição de colheitadeiras. Enquadrada no programa Mais Alimentos, a modalidade de financiamento deve turbinar os negócios entre os produtores durante a Expointer 2011.

Nos três primeiros dias da feira, mais de 50% das propostas encaminhadas foram pela linha de crédito voltada à agricultura familiar. Porém, ao contrário de anos anteriores, em que as compras dos pequenos produtores se concentravam em maquinários de menor valor, neste ano a procura passou a voltar-se para as colheitadeiras.

– Muitas indústrias apostaram em modelos mais despojados e baratos, a partir de R$ 270 mil, justamente para atender esse novo comprador – aponta presidente do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier, que mantém a projeção de alcançar o valor negociado na feira do ano passado – R$ 827 milhões.

Com uma colheitadeira ainda da década de 1970, a propriedade rural de 120 hectares da família Quoos, de Chiapetta, no Noroeste do Rio Grande do Sul, contará com uma máquina nova para a próxima safra de grãos. A compra de R$ 290 mil, fechada nessa segunda, dia 29, no parque Assis Brasil, em Esteio (RS), será financiada em parte pelo Mais Alimentos.

– Já estava mais do que na hora de renovar a nossa frota. Após usá-la na nossa propriedade, vamos poder terceirizar a máquina quando a nossa colheita acabar – planeja o produtor rural Fábio Quoos, 27 anos, que planta soja, trigo e milho ao lado do pai Osmar Quoos.

Como o valor das colheitadeiras excede o limite individual de compra do Mais Alimentos (R$ 130 mil), podem ser vendidas por meio da apresentação de projetos coletivos, que reúnem mais de um produtor, respeitando o limite máximo de R$ 500 mil.

Maior operador de crédito rural no país, o Banco do Brasil também aposta nos financiamentos pelo Mais Alimentos durante a feira. Dos R$ 28 milhões em propostas encaminhadas no fim de semana, R$ 12 milhões a mais do no primeiro fim de semana do ano passado, quase 70% foi para tratores e colheitadeiras da agricultura familiar.

Nessa segunda, a instituição financeira assinou os primeiros quatro contratos no Rio Grande do Sul do programa Agricultura de Baixo Carbono – voltada para a redução da emissão de gases do efeito estufa nas lavouras.

Tags:
Fonte:
Zero Hora

0 comentário