Rússia suspende importação de carne bovina de mais quatro frigoríficos

Publicado em 15/09/2011 19:10 725 exibições
Segundo o Serviço Sanitário russo, produtos contém resíduos de infecção bacteriana e de antibióticos
O Serviço Sanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor) surpreendeu o setor privado brasileiro ao suspender temporariamente as importações de carnes de quatro frigoríficos, sob alegação de presença de resíduos de infecção bacteriana por listeria e resíduos do antibiótico tetraciclina. 

A medida, que entra em vigor no dia 26 deste mês, atinge três frigoríficos de abate de bovinos: o de SIF 2960, localizado em Lençóis Paulista (SP), pertencente ao Frigol S.A.; o de SIF 4334, localizado em Rolim de Moura (RO), do Marfrig; e o de SIF 431, localizado em Palmeiras de Goiás, do Minerva. A quarta planta que sofreu restrição foi a de SIF 1194, localizada em Amparo (SP), pertencente ao Frigorífico Marbella, que processa carne de aves. 

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, diz que a suspensão divulgada no site do serviço sanitário russo "surpreende e intriga". "Todos os sinais eram de que o embargo seria suspenso, uma vez que o Itamaraty colocou o assunto nas negociações que estão sendo realizadas nesta semana em Genebra para apoiar a entrada da Rússia na Organização Mundial de Comércio (OMC)", disse Turra.  

Apesar de várias fontes do setor privado confirmarem que a suspensão do embargo faz parte da pauta de negociações, a assessoria de imprensa do Itamaraty diz que a discussão é sobre a ampliação da cota de exportação de carnes para o mercado russo. 

Segundo a assessoria do Itamaraty, a questão do embargo diz respeito a questões técnicas, que devem ser resolvidas entre os serviços sanitários dos dois países. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, se encontrou no mês passado em Moscou com o chanceler russo, Sergey Lavrov, quando tratou da questão da barreira fitossanitária. "O chanceler demonstrou muita boa vontade para resolver a questão da melhor maneira possível", diz a assessoria.
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Fonte:
O Estado de S. Paulo

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