Crédito em MT para recuperação de pastagem contempla produtores

Publicado em 26/09/2011 14:37 241 exibições
Uma nova linha de crédio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para recuperação de pastagem pode amenizar a crise na pecuária de Mato Grosso. A estiagem que atingiu os campos mato-grossense contribuiu para a queda na rentabilidade do produtor. A medida, que foi aprovada na quinta-feira (22) pelo Conselho Deliberativo do FCO, prevê a extensão no prazo de pagamento de oito para 12 anos, com carência de mais três anos e juros que variam de 4,2% a 7,2% ao ano para os pecuaristas adimplentes e de 6,75% a 8,75% para aqueles que têm pendências financeiras.

A prorrogação do tempo de pagamento era uma reivindicação antiga do setor que durava pelo menos três anos. O próximo passo, segundo o diretor da comissão de crédito rural da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Guilherme Nolasco, é solicitar que os juros das parcelas não tenha variação, que seja fixado em 4% ao ano. Outro benefício para os pecuaristas é que o crédito, de até R$ 20 milhões por produtor, será utilizado para a expansão das pastagens e aumento da produção. “Ou seja, recuperando áreas, contribuindo para que não aumente o desmatamento”.

Só para Mato Grosso, serão necessários R$ 11,7 bilhões para recuperar 9 milhões de hectares de pasto degradado, o que representa 34% da área de pastagem no estado que é de 26 milhões de hectares. Conforme Nolasco, a medida é resultado de um esforço em conjunto com os estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. O diretor da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Marcelo Dourado, explica que o crédito disponível para recuperação de pastagem faz parte linha de financiamento da Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que prevê ainda a regularização ambiental e recursos para promover a integração de lavoura e pecuária, considerando ainda a recuperação de qualquer área degradada.

Na primeira proposta, a linha de crédito era restringida para o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente (APP´s) e Reserva Legal (RL). De acordo com ele, sobre a fixação dos juros é preciso que ocorra uma autorização legislativa. “Iremos solicitar ao Congresso Nacional”. Para o gerente de segmento do Banco do Brasil em Mato Grosso, Anderson Scorsafava, a medida deve aumentar a utilização dos recursos do FCO no estado.

Ele ressalta que somente nos oito primeiros meses deste ano os produtores tomaram R$ 459 milhões, contra R$ 303 milhões no mesmo período do ano passando. A diferença representa um aumento de 51%. A estimativa é que a o estado, até o final do ano, sejam disponibilizados R$ 1,3 bilhões. “Porém acreditamos que esse crédito deve aumentar porque atende uma reivindicação antiga do setor”. Scorsafava acrescenta que a regulamentação da linha de crédito deverá ocorrer nos próximos 15 ou 20 dias.

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Fonte:
G1

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