Café: Atraso da chuva ainda não compromete nova safra em MG

Publicado em 28/09/2011 17:38 313 exibições


As chuvas estão atrasadas nas regiões produtoras de café arábica de Minas Gerais, mas ainda é cedo para dizer qual será o impacto da estiagem na produção do grão da próxima safra. De uma forma geral, as condições na maior parte das regiões do Estado estão melhores que as da safra que acabou de ser colhida, quando o Brasil teve a maior produção de ciclo baixo desde 1999, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Agrônomos de cooperativas das principais regiões produtoras disseram que o quadro será de fato preocupante se não houver precipitações regulares nos próximos 15 dias. "A situação está melhor que em 2010. No ano passado, parou de chover em fevereiro e voltamos a registrar umidade apenas no início de setembro. Mas como choveu bem após a florada, a produção não foi tão afetada", afirmou o agrônomo Éder Ribeiro, coordenador de geoprocessamento da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé).
Ele pondera que alguns locais do Cerrado Mineiro registram forte déficit hídrico, mas são em áreas localizadas. O sul do Estado, de forma geral, não registra maiores problemas. "As condições para a entrada da florada estão muito melhores que no ano passado. As lavouras estão com mais folhas", disse.
No acumulado do ano, as precipitações em quase todas as regiões monitoradas pela Cooxupé são maiores que as do mesmo período do ano passado. De acordo com os registros da cooperativa, que tem estações espalhadas por 14 municípios mineiros, em Guaxupé, por exemplo, o acumulado de chuva até 20 de setembro era de 1.137 milímetros, ante 706 mm em 2010. Em Coromandel, no Cerrado, o acumulado deste ano é 1.222 mm, ante 379 mm em 2010. O mesmo se repete em outras regiões. Na maioria delas, disse Ribeiro, há déficit hídrico, mas o número está abaixo dos 150 mm, nível a partir do qual os cafezais começam a se deteriorar.
Na região de Varginha, esse nível chegou a 120 mm, de acordo Rodrigo Naves Paiva, agrônomo da Fundação Pró-Café, de Varginha. "Mas ainda é muito preliminar para falar em perdas", disse. Ele conta que, nos últimos dez anos, a média de déficit na região ficou em 100 mm. Não chove de forma ordenada e constante há três meses na região. De acordo com Leonardo Braga Correa, da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul), por enquanto a falta de chuva afeta mais as lavouras novas, que começarão a produzir na próxima safra.
Chuva à vista – Agências meteorológicas como Climatempo e Somar indicam possibilidade de chuvas apenas a partir da próxima segunda-feira. A Somar espera precipitações mais intensas no Sudeste, causadas pela entrada de uma frente fria mais forte, depois de 7 de outubro.
Os agrônomos consultados afirmam que a situação ficará realmente preocupante se não chover nos próximos 15 dias. "Não podemos falar em perdas agora, mas a situação pode mudar se não houver umidade suficiente nas próximas duas semanas", afirmou Ribeiro, da Cooxupé. Ele ponderou, ainda, que as chuvas terão que ser regulares para segurar as floradas nos cafezais.

Chuva deve reduzir em 10% safra 2011/12 de café do Vietnã

A produção de café do Vietnã na temporada 2011/12 (outubro/setembro) deverá ter uma quebra de 10% devido a fortes chuvas registradas em regiões produtoras do país. A estimativa é da Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa), manifestada em encontro da Organização Internacional do Café (OIC), segundo noticiaram agências internacionais.
Fortes chuvas registradas em áreas centrais (planalto) do Vietnã levaram a queda de grãos das árvores, o que deve afetar o número final da safra. Antes dessas chuvas, a Vicofa apontara a safra em 18 milhões de sacas. A Vicofa destaca que o país está sem estoques e que alguns contratos para entrega de café na temporada 2010/11 tiveram de passar para 2011/12.

OIC: terceiro dia de reunião termina sem acordo sobre eleição

Terminou sem acordo o terceiro dia da reunião anual da Organização Internacional do Café (OIC), em Londres. Os participantes ainda não chegaram a um consenso sobre o nome do novo diretor executivo da entidade e os trabalhos prosseguem amanhã, segundo fontes. Depois de a Índia ter retirado a candidatura ontem, o Brasil e o México seguem no páreo. Caso não haja consenso, a escolha terá de seguir para votação. O encontro anual prossegue até sexta-feira.
O Brasil tenta emplacar Robério Silva, diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura. Também está concorrendo Rodolfo Taubert, do México. A delegação brasileira é liderada pelo subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty, Valdemar Carneiro Leão, e conta com políticos nacionais.

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DO FUNCAFÉ

A Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviou, nesta quarta-feira, 28 de setembro, ao Conselho Nacional do Café (CNC), o Relatório de Atividades do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira - Funcafé, referente ao exercício do ano civil 2010.
O documento demonstra o emprego dos recursos do Fundo nas ações coordenadas pelo Ministério da Agricultura, seguindo o planejamento traçado pelos titulares do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).
No relatório, fica bem elucidada a forma que os recursos do Funcafé foram empregados no ano passado, envolvendo, entre outras ações, a liberação do capital para as linhas de financiamento de custeio, colheita, estocagem, Aquisição de Café (FAC), reembolso de financiamentos e remuneração às instituições financeiras, assim como para a promoção dos Cafés do Brasil.
Clique na figura abaixo e acesse à íntegra do Relatório de Atividades do Funcafé — 2010.
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Estadão/Safras/CNC

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