União nega anistia para dívida do campo

Publicado em 30/09/2011 07:39 405 exibições
Após quatro meses de discussões, o governo federal descartou, ontem (29), anistiar parte das dívidas de agricultores familiares, um dos principais pleitos. "Não haverá bônus nem perdão de dívidas. Vamos trabalhar para dar condições para que os agricultores possam honrar seus compromissos", enfatizou o secretário Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, após reunião em Brasília. Ele reconhece que há pontos de convergência, mas nega acordo. A proposta das entidades busca solucionar R$ 8 bilhões em débitos no país, sendo R$ 5 bilhões no RS e deve ser anunciada em outubro. Apesar dos pesares, lideranças do campo estão otimistas. Um dos motivos para a confiança seria a ampliação do limite da nova linha de crédito para refinanciamento do passivo, de R$ 20 mil para R$ 30 mil por produtor. O presidente da Fetag, Elton Weber, insistirá na concessão de bônus. Além deste, outro entrave é o aumento do prazo de pagamento: enquanto produtores pedem 13 anos, a União insiste em sete.

Se for aprovada, a proposta deve beneficiar 40 mil famílias gaúchas. Um novo encontro deve ocorrer na próxima semana. Conforme Weber, o governo ainda estaria disposto a incluir no pacote operações de custeio e investimento já prorrogadas de arrozeiros, suinocultores e fumicultores.

Outra medida que pode ser acatada, segundo a entidade, é a inclusão das operações do Proger Rural Familiar. De acordo com o coordenador da Fetraf-Sul, Celso Ludwig, após passar pelo MDA e pela Secretaria-Geral da Presidência da República, a proposta será submetida ao Ministério da Fazenda. "Estamos enxergando uma luz, mas não dá para correr demais, senão ficamos atolados."

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Correio do Povo

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