Torrefadora de São Seb. da Grama é campeã do leilão de café em SP

Publicado em 09/11/2011 18:41 337 exibições

A Torrefação e Moagem de Café Serra da Grama, de São Sebastião da Grama, arrematou por R$ 45 mil o lote de 10 sacas do produtor José dos Santos Cecílio Filho, da Fazenda Bela Vista da Grama, do mesmo município, no leilão dos finalistas do 10º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo. Com isso, a indústria conquistou o título de empresa campeã nas categorias Ouro, pelo maior valor pago por saca (R$ 4.500,00) e Diamante, pelo maior investimento feito. Já a categoria Especial teve como vencedora a Cafeteria do Museu do Café, pelo maior lance dado a um microlote, de apenas duas sacas. A cafeteria adquiriu por R$ 1.700,00 a saca do café produzido por Maria Aparecida do Nascimento no Sítio Samambaia, também de São Sebastião da Grama.

O pregão, realizado entre a terça e a quinta-feira da semana passada (de 1º a 3/11), foi aberto a pessoas físicas e jurídicas, que puderam dar seus lances também pela Internet e adquirir apenas uma ou mais sacas de cada lote. O preço mínimo para aquisição dos cafés premiados foi de R$ 814,00 (50% acima da cotação da BM&F/Bovespa do dia 31/10).
O anúncio do resultado do leilão e dos preços pagos por parte ou a totalidade dos 10 lotes finalistas foi feito na tarde de quarta-feira (9), durante cerimônia realizada no Museu do Café, em Santos, que contou com a presença de produtores, de compradores e de representantes das associações e cooperativas e suas respectivas torcidas. Esses cafés adquiridos em leilão serão industrializados e irão compor a Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo, que chegará ao mercado em embalagens sofisticadas, de 250 gramas, identificadas por selo numerado, a partir de 16 de dezembro, quando será oficialmente lançada em solenidade no Palácio dos Bandeirantes.
Produtores campeões – O 10º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo teve como campeão o lote do cafeicultor José Romeu Aith Favaro, produzido na Estância Tijuco Preto, em Tejupá, associado da Proced - Associação dos Produtores de Café Descascado de Piraju e Região, que obteve a maior nota: 9,086, em uma escala de 0 a 10. Deste lote, sete sacas foram adquiridas, separadamente, pelas empresas Lucca Cafés Especiais, MCF Consultoria em Café, Cafeteria do Museu, Nhá Benta Alimentos e Café Excelsior.
Além de campeão do concurso pela maior nota obtida, o lote de café de José Romeu Aith Favaro também ficou em 1º lugar na categoria Café Descascado. Já o café do produtor Célio Ferreira, do Sítio Bela Vista da Fumaça, de Divinolândia, que pertence à Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia, ficou em 1º lugar na categoria Café Natural, com a nota 8,656. O seu lote de 10 sacas foi arrematado, separadamente, pelas empresas Café Baronesa, MFC Consulyproa em Café, Suplicy Cafés Especiais, Café Floresta e por um “apaixonado” por café, Márcio Rodrigo Carneiro, que adquiriu uma saca.
Na categoria Microlote, da qual participam apenas cafés de propriedades com até 10 hectares (considerando todas as culturas produzidas), o lote campeão foi o da cafeicultora Maria Aparecida Nascimento, do Sítio Samambaia, de São Sebastião da Grama, pertencente à Associação dos Produtores do Vale da Grama, com a note 8,702.
Qualidade de ponta a ponta – Este ano, 14 associações e cooperativas inscreveram para disputar o concurso estadual um total de 96 amostras, todas finalistas dos respectivos certames regionais. “Essas seleções regionais representam a consolidação de um processo que começou há 10 anos com o objetivo de incentivar o cafeicultor a produzir café de qualidade; de estimular indústrias e cafeterias a pagarem mais por esses grãos, reconhecendo os esforços dos cafeicultores, e de premiar os consumidores com produtos especiais e diferenciados”, diz Eduardo Carvalhaes Jr., coordenador desde a primeira edição deste concurso que é promovido pela Câmara Setorial do Café e pela CODEAGRO - Coordenadoria de Agronegócios da Secretaria da Agricultura do Estado.
Das 96 amostras inscritas, 48 foram na categoria Cereja Descascada; 35, na categoria Café Natural e 13 amostras na categoria Microlote. A avaliação dos lotes foi feita pela Comissão Julgadora nos dias 20 e 21 de outubro, em provas cegas (sem identificação da origem), na Sala de Provas da ACS – Associação Comercial de Santos. A pontuação, na escala de 0 a 10, é dada para características como aroma, doçura, acidez e corpo. Todo o concurso contou com auditoria independente e permanente da Apply Serviços Contábeis Ltda.
Participaram o concurso amostras enviadas por: Associação Agropecuária Barra Grande de Caconde, Associação Cafeicultores de Serra Negra e Região; Associação dos Produtores do Vale da Grama; Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia; Associação dos Produtores Cafés Especiais de Santa Luzia e Região; Associação Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana, de Pedregulho; Cooperativa Agrícola da Zona do Jahu – COPERJAU; Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – COCAPEC; COOPINHAL - Cooperativa dos Cafeicultores da Região e Pinhal; COOPEMAR - Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília; COOXUPÉ - Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé; PROCED - Associação dos Produtores de Café Descascado de Pirajú e Região; SINRAL - Sindicato Rural de Altinópolis e Sindicato Rural de Amparo.
A realização do concurso e da edição especial, contam também com a parceria do Sindicato das Indústrias de Café de São Paulo, da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, da ACS - Associação Comercial de Santos e do Museu do Café.
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CNC

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