Mercados se recuperam com renúncias de Papandreou e Berlusconi

Publicado em 12/11/2011 05:25 250 exibições
Cenário Econômico Semanal - 07 a 11/Novembro/2011, por Ag. Enfoque
  
 

A semana foi marcada por bastante tensão e incertezas nos mercados financeiros de todo o mundo. O foco segue sendo a Europa, mas com a Grécia e a Itália norteando o rumo dos acontecimentos.

A forte pressão de líderes dos locais e da zona do euro, além da instabilidade gerada pela crise da dívida, obrigou os primeiros-ministros Silvio Berlusconi e George Papandreou. O cenário de incerteza contribuiu para uma semana tensa e de muita volatilidade nas bolsas.

Com isso, os mercados conseguiram a recuperação apensa na sexta-feira, com um cenário mais otimista, praticamente eliminado as perdas acumuladas no decorrer dos dias do período.

 
   
 Cenário Externo 
 

A agenda econômica dos Estados Unidos teve uma semana sem muita movimentação, ainda mais devido ao feriado bancário do Dia dos Veteranos. Na segunda-feira, na parte da tarde, foi divulgado que o volume de crédito contratados pelos consumidores americanos teve alta em setembro de 3,6% para um total de US$ 7,4 bilhões.

Novos indicadores de destaque surgiram apenas na quinta-feira, com os Novos Pedidos de Auxílio-Desemprego, que recuaram para 390 mil na semana, de acordo com o Departamento de Trabalho do país. A estimativa era de alta para 400 mil solicitações.

O índice que mede os Preços dos Importados também registrou queda. Em outubro, o indicador caiu 0,6%, atingindo a menor retração em quatro meses. O mercado esperava -0,2%. Em comparação com o mesmo mês de 2010, os preços estão 11% mais caros, impulsionado por um ganho de 33,8% nos preços dos combustíveis.

Já o déficit comercial dos EUA registrou em setembro queda para US$ 43,1 bilhões, segundo informações do Departamento de Trabalho. A previsão dos especialistas, era de alta para US$ 46,3 bilhões. Em agosto, o saldo negativo foi revisado para baixo, em US$ 44,9 bilhões.

Na sexta-feira, a aprovação do pacote de austeridade no parlamento italiano animou os investidores. Além disso, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan atingiu 64,2 pontos, superando a expectativa de mercado.

Neste cenário, as bolsas americanas acumularam ganhos mesmo com o período conturbado. No caso do Dow Jones, a alta foi de 1,4% aos 12.153 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,8% aos 1.263,81 pontos.


CENÁRIO INTERNO


 
 

No Brasil, o Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que caiu pelo terceiro mês consecutivo em outubro 0,4%, ao passar de 130,3 pontos em setembro para 129,7 pontos. Em relação a outubro do ano passado, a queda foi de 1,9%.

Além disso, na primeira semana de novembro, a balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 543 milhões, em um período de apenas três dias úteis. No começo do mês, as exportações ficaram em US$ 3,18 bilhões e as importações em US$ 3,72 bilhões. Os dados foram divulgados a pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Destaque também para o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas,q eu recuou 3,3% na comparação entre a média do trimestre findo em outubro de 2011 com o mesmo período do ano passado. Em setembro, a queda havia sido de 1,5% na mesma base de comparação. O resultado confirma a tendência de desaceleração do setor ao longo dos últimos meses.

Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na primeira prévia de novembro. Brasília é a única cidade em que a inflação ficou estável (0,61%).

No caso do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas, o avanço foi 0,37% na primeira prévia de novembro. O resultado é inferior ao registrado no mesmo período do mês anterior, quando a taxa ficou em 0,45%.

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) registrou um aumento no volume das vendas o varejo em setembro, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desta forma, o setor se recupera da queda de 0,4% no período anterior.

O grande destaque ficou para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de outubro, que registrou 0,43%, e para o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) do mesmo mês, que apresentou variação de 0,38%.

Além disso, o emprego industrial mostrou variação negativa de -0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após avançar 0,5% em agosto. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral de setembro repetiu o patamar do mês anterior e permaneceu com o quadro de estabilidade verificado desde o final do ano passado.

Com isso, o principal índice do mercado brasileiro, o Ibovespa, encerrou a semana acumulando perdas de 0,2% aos 58.547 pontos.


 
ATIVOCÓDIGOÚLTIMOVARIAÇÃO
TELEMAR N LTMAR555,208,24%
NATURANATU337,016,69%
CPFL ENERGIACPFE322,825,16%
LOJAS AMERICLAME415,254,88%
USIMINASUSIM512,404,47%
 
   
 As maiores baixas da semana 
 
ATIVOCÓDIGOÚLTIMOVARIAÇÃO
B2W VAREJOBTOW311,55-12,57%
FIBRIAFIBR313,93-8,66%
BRASKEMBRKM514,60-7,30%
DURATEXDTEX38,55-6,04%
LLX LOGLLXL33,60-5,51%
 
   
 Mais negociadas da semana 
 
ATIVOCÓDIGOÚLTIMOVOLUMESEGMENTO
VALEVALE5R$ 42,152.575.767.424,00Minerais Metálicos
PETROBRASPETR4R$ 21,962.008.205.824,00Exploração e/ou Refino
ITAUUNIBANCOITUB4R$ 31,84868.137.440,00Bancos
OGX PETROLEOOGXP3R$ 13,99767.346.208,00Exploração e/ou Refino
VALEVALE3R$ 45,42525.199.392,00Minerais Metálicos
 


DÓLAR:


A realidade dos negócios com dólar seguiu a mesma tendência dos mercados acionários na semana. A volatilidade dominou os negócios e a situação melhorou apenas no final do período. Com isso, em cinco dias, o dólar comercial acumulou alta de 0,2% e encerrou negociado a R$ 1,7440.

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Fonte:
Ag. Enfoque

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